Análise Sobre os Programas Trainee na Perspectiva dos Alunos de Graduação em Administração da Ufes

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Gestão de RH

Acessos neste artigo: 99


Certificado de publicação:
Certificado de Maria Soave Jussim
Certificado de Vera Lúcia Da Conceição Neto

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AUTORIA

Maria Soave Jussim , Vera Lúcia Da Conceição Neto

ABSTRACT
A presente pesquisa identificou e analisou a percepção dos alunos do curso de Administração da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) em considerarem programas trainee como início de carreira. A pesquisa realiza-se no ano de 2021, onde os estudantes permanecem com aulas em formato remoto, devido à necessidade de distanciamento social causado em decorrência da pandemia de COVID-19. A pesquisa é quanti-quali de cunho descritivo. O levantamento dos dados ocorreu por meio de um questionário aplicado em 146 estudantes do curso de graduação em Administração da Universidade Federal do Espírito Santo, com as técnicas de análise univariada e análise de conteúdo para a discussão e análise dos dos dados. Nos resultados observou-se que apenas 26% dos estudantes informaram já ter participado de ao menos um processo seletivo trainee, porém 65% afirmaram considerá-lo para início de suas carreiras. O aprendizado, a qualificação e as futuras oportunidades no mercado de trabalho ao fim do PGT são mencionados como os principais fatores de atratividade que influenciam na aderência para participação do programa. Dentre os estudantes que informaram não considerarem o PGT como início de carreira, as principais razões são o desejo de terem seu próprio negócio por meio do empreendedorismo e o fato de perceberem  os processos seletivos como muito extensos. Em conclusão, a pesquisa demonstra que um PGT nas organizações apresenta um lado de desenvolvimento e qualificação profissional, e também outro lado de exclusão social diante de altas exigências de qualificação como pré-requisito para as vagas disponíveis que merece atenção e reflexão para que os processos seletivos sejam mais inclusivos. 

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COMENTÁRIOS
Foto do Usuário Nathan Pompermayer 05-11-2023 23:34:37

Excelente tema, fiquei espantado com a baixa participação dos estudantes de Administração em programas de Trainee. Parabéns pelo trabalho.

Foto do Usuário Anabelly Gomes Luiz 25-11-2023 16:21:28

Parabenizo pelo artigo que explorou a visão dos alunos de Administração da UFES sobre programas trainee como ponto de partida de suas carreiras. Realizada em 2021, a pesquisa em meio ao ensino remoto devido à pandemia trouxe uma visão valiosa sobre a percepção desses programas. Com abordagem quanti-quali e um questionário aplicado a 146 alunos, revelou-se que, embora poucos participassem, a maioria considera o trainee como início de carreira, destacando aprendizado e oportunidades futuras. A análise das razões para não considerá-lo como início de carreira oferece insights sobre mentalidades estudantis. A conclusão destaca o desenvolvimento profissional e a exclusão social nos requisitos rigorosos, clamando por processos seletivos mais inclusivos. O trabalho desafia normas atuais, sugerindo mudanças para maior equidade no recrutamento. Parabéns pela pesquisa perspicaz e valiosa contribuição para compreender essas dinâmicas acadêmicas e profissionais.

Foto do Usuário Sofia Figaro Rizzo 29-11-2023 14:25:10

Parabéns pelo trabalho! É muito interessante ver a visão de outros estudantes de Administração sobre os programas Trainee, principalmente como começo de carreira e o impacto direto da pandemia nesse aspecto.

Foto do Usuário álaze Gabriel Do Breviário 01-12-2023 18:26:54

Jussim, Neto e Santos (2023), eu gostei do trabalho de vocês, foi bem redigido e conduzido. Quanto ao referencial teórico está coerente e consistente com a literatura científica da temática, e com a realidade observada no mercado. Ok! Quanto à metodologia, vocês afiram que se tratou de uma pesquisa quanti-quali, isto é, mista, pelo falo de terem gerado uma amostra aleatória simples pelo software Comentto, o que também é possível pelo Excel, Calc, R, ou qualquer software estatístico. Mas a simples geração de uma amostra aleatória, e utilização de estatística descritiva, mesmo que tabulada e apresentada em gráficos - e muito bem apresentados por vocês - não caracteriza uma pesquisa quantitativa em seu sentido estrito sensu, mas somente no seu sentido lato sensu, amplo. Em outras palavras, de forma geral, pode-se até dizer que a pesquisa de vocês se assemelhou a uma pesquisa quantitativa, por isso assim pode ser classificada de forma ampla; mas em sentido estrito sensu do termo, a pesquisa quantititativa é aquela que utlizada métodos, técnicas e instrumentos próprios da Estatística Probabilística Inferencial, e não apenas descritiva, como vocês usaram. Falo isso baseando-me nos pareceres técnicos que obtive de muitos professores(as) doutores(as) e pós-doutores(as) em Estatística, Matemática, e áreas afins, que tive enquanto cursei o bacharelado em Estatística na UFSCar. Embora eu não tenha concluído esse bacharelado, aprendi muito teórico-empírico-metodologicamente com todos os docentes, discentes e técnicos do curso, e da UFSCar em geral, e carrego comigo, ao longo da minha carreira, tudo o que aprendi. Nas Ciências Sociais Aplicadas (Economia, Administração, Ciências Contábeis, Direito), áreas em que atuo, eu pesquiso sobre valuation, modelagem financeira, F&A, há muitos anos (desde 2014, se não me engano, para ser exato, enquanto eu cursava meu primeiro MBA). Eu cheguei a conduzir pesquisas afirmando que estava usando a pesquisa quali-quanti (mista), foi o que eu afirmei no TCC do meu primeiro MBA, por ter usado estatística descritiva, muitas tabelas numéricas e gráficos, mas hoje enxergo diferente. Aquele meu trabalho foi qualitativo; teve algumas semelhanças com a pesquisa quantitativa, mas bem poucas, não usou métodos, técnicas e instrumentos próprios da Estatística Probabilística Inferencial, tal como intento usar agora no mestrado em Administração. Não que só seja possível usá-los num nível como mestrado, é possível usá-las na graduação, mas naquela época eu não tinha preparação suficiente para isso, como hoje eu tenho. Mas se vocês tiverem know how para conduzirem pesquisas quantitativas, aqui fica uma sugestão: conduzir outra pesquisa da temática, com as metodologias quantitativas citadas, relacionando as variáveis encontradas no presente trabalho (treinees como inicio de carreira; ingresso sem experiências prévias; formação completa), com as suas possíveis variáveis explicativas (planos de carreira empresariais; legislação de inclusão social e digital; classe socieoconômica dos candidatos; missão, visão e valores organizacionais; pertencimento às minorias sociais).

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