Biofertilizante aeróbico formulado com farinha de peixe: supressividade à Sclerotium rolfsii e promoção de crescimento do tomateiro.

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Fitopatologia

Temas Correlatos: Fitopatologia;

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AUTORIA

Alexandre Visconti , Rafael Ricardo Cantú , Euclides Schallenberger , Rafael Gustavo Ferreira Morales

ABSTRACT
A supressividade é a característica de alguns solos de prevenirem naturalmente o estabelecimento de patógenos ou inibirem as suas atividades patogênicas, induzida por fatores bióticos e abióticos. Dentre as características abióticas são manejados principalmente, o pH, concentrações de macro e micronutrientes, a condutividade elétrica, estrutura e textura dos solos e a introdução de resíduos orgânicos. A supressividade tem despertado crescente interesse onde a inexistência de produtos registrados e/ou a inviabilidade na aplicação dos agrotóxicos motivam o uso deste método alternativo. Uma estratégia é o uso de resíduos marinhos na forma de biofertilizantes. O objetivo deste trabalho foi avaliar os atributos químicos do solo com diferentes concentrações de biofertilizante formulado com farinha de peixe, na indução de supressividade à Sclerotium rolfsii e na promoção de crescimento do tomateiro ‘Kaiçara’. Material e métodos: vasos plásticos de sete litros, contendo Argissolo vermelho distrófico háplico (pH 4,3) foi incorporado o biofertilizante nas concentrações de 0, 25, 50 e 75% (v/v) da capacidade de campo, seguido de incubação no escuro por cinco dias. Em seguida, foram plantados três mudas por vaso do tomateiro ‘Kaiçara’, com trinta dias de idade. Cinco dias após o plantio das mudas foi incorporado nos vasos 8 g de inóculo de S. rolfsii por litro de solo. O tratamento controle consistiu de vasos com igual tratamento, porém sem o inóculo do patógeno. Semanalmente foram reaplicadas doses de cada concentração do biofertilizante em volume equivalente a 50% da primeira dose. Semanalmente, até o 45° dia de cultivo, foi avaliada a severidade da doença pela escala de notas: 1 – planta sem sintomas, 2 – plantas com escurecimento do colo, 3 – planta com estrangulamento do coleto, porém viva, 4 – planta com estrangulamento e crescimento fúngico no coleto, porém viva, 5 – planta morta e, as informações convertidas na Área Abaixo da Curva do Progresso da Severidade da Doença (AACPSD). Ao final do experimento foram coletadas as plantas para determinação da matéria seca da parte aérea e amostras de solo para determinação dos atributos de fertilidade do solo. O delineamento experimental foi em blocos casualizados em arranjo fatorial (4x2) para concentração X solo inoculado e não inoculado com o fitopatógeno, com 3 blocos (1 bloco = 3 vasos com 3 plantas cada). Os resultados foram submetidos a análises de regressão (SIGMAPLOT 11.0). Resultados e Discussão: Aos 45 dias de cultivo, as concentrações 0, 25, 50 e 75% do biofertilizante incorporado ao solo de cultivo elevou o teor de matéria seca das plantas de tomateiro ‘Kaiçara’ com efeito quadrático proporcional à concentração aplicada nos solos com e sem o fitopatógeno. A severidade de S. rolfsii foi reduzida a partir da concentração de 25% de biofertilizante nos tratamentos em solo com o fitopatógeno, com efeito logístico à concentração aplicada. Dos atributos químicos, as concentrações de biofertilizante elevaram a condutividade elétrica, os teores de fósforo, potássio e magnésio com efeito quadrático proporcional à concentração de biofertilizante aplicada nos solos com inoculados e não inoculados com S. rolfsii. Para o pH, o cálcio, o Valor M e a Soma de Bases o efeito quadrático proporcional à concentração de biofertilizante foi observado somente nos solos sem o fitopatógeno. A CTC não apresentou diferença significativa entre as concentrações do biofertilizante em ambos os tipos de solo. As concentrações do biofertilizante reduziram significativamente os teores de alumínio no solo, com comportamento logístico decrescente. Conclusão: Nas condições as concentrações do biofertilizante formulado com farinha de peixe elevaram o teor de matéria seca das plantas de tomateiro ‘Kaiçara’ e reduziu a severidade de S. rolfsii.

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