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Convibra Conference - Educação Popular e Saúde do Campo
Educação Popular e Saúde do Campo

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Participação Cívica em saúde

Temas Correlatos: Políticas Públicas de Saúde;

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Certificado de Joice Marielle Da Costa Moreira

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Certificado de Joice Marielle Da Costa Moreira

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AUTORIA

Joice Marielle Da Costa Moreira

ABSTRACT
Educação Popular e Saúde do Campo

Historicamente, no Brasil, a população camponesa tem enfrentado diversos desafios para a garantia e manutenção de direitos sociais que lhes confiram condições adequadas de vida e saúde. Vários desses desafios estão relacionados à questão agrária e à estrutura fundiária brasileira, com alta concentração de terras, produção monocultora e utilização de insumos agrícolas químicos e sintéticos, fatores que provocam problemas como a desterritorialização do campesinato, insegurança alimentar e nutricional e contaminação ambiental e humana, impactando negativamente a saúde das populações camponesas (CARNEIRO, BÚRIGO e DIAS, 2013).
Outros fatores também agravam as condições de saúde das populações camponesas, como a falta de acesso a moradias adequadas, falta de saneamento ambiental e péssimas condições de trabalho, tendo como consequências as intoxicações por agrotóxicos, doenças infecto-parasitárias, alta mortalidade infantil, envelhecimento precoce, morte prematura, doenças cardiovasculares, degenerativas e mentais, entre outras (RÜCKERT e ARANHA, 2018).
A evolução das políticas de saúde para o campo no Brasil aliada à pressão dos movimentos sociais e sindicais atuantes no meio rural tem proporcionado espaços de disputa por concepções de saúde no campo, com o objetivo de construir políticas de saúde do campo, e não simplesmente para o campo (CARNEIRO, BÚRIGO e DIAS, 2013).
As populações camponesas são adeptas de práticas seculares de cuidados com a saúde, que permeiam todas as dimensões da vida e do trabalho dessas populações, tais como a agroecologia, uso de plantas medicinais, consumo de Plantas Alimentícias Não Convencionais, dentre outras. A incorporação de práticas populares de saúde, a partir de processos educativos é parte relevante da luta das populações camponesas pela construção de práticas de saúde culturalmente adequadas (CARNEIRO, BÚRIGO e DIAS, 2013; BARROS e TEIXEIRA, 2021).
Com o presente estudo objetivamos discutir, a partir da literatura disponível sobre o assunto, qual a relevância das práticas populares de educação e saúde no campo, e de que modo contribuem para uma melhor qualidade de vida no meio rural. Também buscaremos compreender qual o papel do poder público nesse âmbito, especialmente no que se refere à oferta de educação e saúde de qualidade e de relevância social e cultural nos territórios camponeses, de modo a contribuir para a emancipação social dos sujeitos envolvidos.

Palavras-chave: Saúde do campo, Educação Popular, Emancipação.

REFERÊNCIAS
BARROS, Larissa Daiane Vieira; TEIXEIRA, Carmen Fontes. Práticas e ações de saúde organizadas pelo MST no período 1981-2014. In: Anais Do 4º Congresso Brasileiro de Política, Planejamento e Gestão da Saúde, 2021, Rio de Janeiro. Anais eletrônicos. Campinas, Galoá, 2021. Disponível em: <https://proceedings.science/cbppgs-2021/papers/praticas-e-acoes-de-saude-organizadas-pelo-mst-no-periodo-1981-2014>. Acesso em: 18 jul. 2022

CARNEIRO, Fernando Ferreira; BÚRIGO, André Campos; DIAS, Alexandre Pessoa. Verbete Saúde no campo. In: CALDART, Roseli Salete. et al. Dicionário da educação do campo. Rio de Janeiro: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio; São Paulo: Expressão Popular, 2013. p. 691-697.

RÜCKERT, Bianca; ARANHA, Antônia Vitória Soares. Lutar por saúde é lutar por reforma agrária: estudo sobre práticas de saúde no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Revista Saúde Soc. São Paulo, v.27, n.1, p.116-127, 2018.

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