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Convibra Conference - Grupoterapia online com crianças na pandemia: O Vínculo que se estende e âncora.
Grupoterapia online com crianças na pandemia: O Vínculo que se estende e âncora.

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Pandemia, perdas, luto

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AUTORIA

Júlia Maria De Melo Santos , Mirela Borba De Lacerda

ABSTRACT
O presente trabalho objetiva apresentar um estudo de caso de grupo terapêutico realizado com crianças de seis a oito anos, moradores da cidade do Recife, durante a pandemia do COVID-19.  Os encontros do grupo iniciaram-se de modo presencial e, devido à necessidade de isolamento social imposta pela pandemia, precisou ser adaptado para a modalidade virtual, o que ocasionou grandes desafios: o manejo de um novo luto com a perda da presença física e a construção de um setting terapêutico online com os participantes.  Nessa perspectiva, o setting em teia tornou-se ainda mais complexo.  Para além do setting virtual, comum a todos, havia o ambiente físico, este singular a cada participante e presente na composição do setting terapêutico grupal.  A partir dessa experiência, é possível identificar os elementos clínicos que permitiram sustentar a transferência e a presença assídua dos participantes ao longo de 1 ano e 5 meses de atendimento online, durante o período de março de 2020 à agosto de 2021. Na sequência, o texto aprofunda-se nos conceitos como Senso de Continuidade, Função Continente, Espaço Potencial, entre outros.  Em seguida, discorre-se sobre os atendimentos mais emblemáticos do grupo em questão e exibe-se, também, alguns dos benefícios oferecidos pelo campo grupal no suporte e na ancoragem do psiquismo de seus participantes.  Destaca-se a importância do grupo como um lugar-continente, o qual, de acordo com Winicott, garante um holding para que o setting se desenvolva, possibilitando a ancoragem do grupo na constituição e no fortalecimento do psiquismo dos sujeitos que o integram. Um elemento fundamental nesta cartografia é o brincar espontâneo e a capacidade das psicólogas, em conjunto com as crianças, de sustentar um ambiente criativo no qual a brincadeira seja suporte e veículo para vivências reparadoras. Com isso, conclui-se que é possível construir com eficácia um setting terapêutico remoto de grupoterapia com crianças, uma vez que a teoria se entrelaça com a prática e o vínculo se sobrepõe na relação terapêutica. 

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