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Convibra Conference - A escuta psicanalítica em uma UTI Neonatal
A escuta psicanalítica em uma UTI Neonatal

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Corpo, dor, silêncio

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AUTORIA

Silvia Cavalcanti Pereira Lima

ABSTRACT
A partir da perspectiva psicanalítica, o presente trabalho pretende apresentar e levantar questões acerca dos atendimentos às famílias cujos bebês estão internados em uma UTI Neonatal. Permeado pelo acolhimento aos pais , majoritariamente às mães dos recém-nascidos ali internados, o trabalho se desenvolve a partir da escuta de quem vive de forma radical a queda do ideal em torno do filho que nasce. Se a tarefa de adotar o bebê que se apresenta a partir do momento de seu nascimento se coloca a todos os pais que concebem um filho e o idealizam a partir de suas fantasias e desejos, na medida em que esse não representa exatamente a idéia imaginária que seus pais contruíram a seu respeito durante a gestação, as famílias de recém-nascidos que necessitam de cuidados intensivos, em especial, aqueles que são encaminhados à UTI Neonatal logo após seu nascimento, experimentam um hiato maior entre aquele bebê idealizado e o que nasce. Seja porque o recém-nascido apresenta uma má formação, não sempre diagnosticada na gestação, seja por sua prematuridade, por uma questão de adaptação ao mundo externo, entre outros motivos que levaram à sua internação, em um primeiro momento escutam-se as mais diversas expressões de sofrimento: o sentimento de solidão; dor frente à separação; estranhamento em relação a esse bebê; medo de perder um filho; incertezas quanto ao futuro; bem como impotência e culpa. Em um segundo momento e ao longo do acompanhamento dessas famílias é possível observar a forma como se estabelece o vínculo entre mãe e bebê, bem como por parte de seus pais; a maneira como se apropriam de seus cuidados e diagnósticos e as relações que ali se estabelecem, seja entre as famílias, bem como entre essas e a equipe. Do outro lado dessa experiência estão os médicos, a equipe de enfermagem, fisioterapeutas e fonoaudiólogas. E onde está o analista? Diante dessa pergunta o presente trabalho pretende desenvolver de que forma opera a escuta analítica voltada às famílias aqui descritas, utilizando-se da prática em uma UTI neonatal e conceitos teóricos como: luto, objeto imaginário, Ideal, o discurso da medicina, do analista, maternidade e parentalidade.

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