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Convibra Conference - A singularidade na educação inclusiva: nem meio, nem fim
A singularidade na educação inclusiva: nem meio, nem fim

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação

Temas Correlatos: Infância, juventude e diversidade;

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AUTORIA

Tiago De Moraes Tavares De Lima

ABSTRACT
O objetivo do trabalho é desenvolver uma reflexão sobre o estatuto da singularidade em psicanálise no que diz respeito à inclusão escolar — ou educação inclusiva. Faremos isso nos valendo de algumas distinções conceituais para discutir o caso de dois alunos adolescentes. 
Um deles, com o diagnóstico de autista, sofria com tudo que lhe era proposto envolvendo um funcionamento exterior ao seu: ''já sei'', ''não me interessa'', ''não serve para nada'' eram suas respostas padrão. O segundo aluno não tinha grandes problemas com a escola até que durante a pandemia, foi entrando em um retraimento que acabou por se cristalizar em uma posição em que o ''não querer'' estudar tornou-se um fato para o qual se sentia impotente ou indisposto a modificar.
A escola põe-se a pensar em estratégias e flexibilizações em seu funcionamento para que o vínculo com o aluno ainda seja possível. Porém, as tentativas de flexibilizar, oferecer algo a mais ou diferente, esbarram na sensação de que a demanda escolar continua sempre desproporcional, grande demais, frente à possibilidade de resposta do aluno. 
Circula a ideia, assim, de que é preciso considerar a 'singularidade' do aluno para que a sua inclusão no jogo educativo se opere. Mas o que isto significa?
Queremos a partir disso nos debruçar sobre o que a psicanálise entende por desejo e onde, na sua estrutura, se localiza a singularidade do sujeito para pensar como podemos compreender melhor a demanda — da família à escola, da escola ao aluno. Há que se diferenciar aqui: o ''isso não'' que vem embutido na resposta desejante, em que se produz uma diferença entre a demanda do educador e o que aparece como sujeito adolescente; e o 'não' àquilo que faz outro, uma impossibilidade de sair de si (mesmo). É neste jogo entre uma oferta que contém a possibilidade de não ser atendida e entre uma resposta que diz em parte 'sim', em parte 'não', e portanto, dentro do laço, que surge a dimensão do singular.

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