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Convibra Conference - Mal-estar docente na pós-modernidade: impasses e saídas subjetivas
Mal-estar docente na pós-modernidade: impasses e saídas subjetivas

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação

Temas Correlatos: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação;

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AUTORIA

Natália Costa Leite , Hermínia Maria Martins Lima Silveira

ABSTRACT
As discussões apresentadas neste trabalho têm como foco questões relacionadas à profissão docente no sentido de jogar luz às formas de subjetivação do professor, tendo em vista os modos de estabelecer laços sociais na sociedade contemporânea. Verifica-se que o discurso da queixa atravessa o dizer dos professores e faz eco ao discurso de outros campos da sociedade. A imagem do professor parece ter que lidar com a precarização do ensino, com o declínio da função docente como referência simbólica de mestre detentor do saber, com a impotência diante da demanda do outro. Se por um lado o professor parece tentar sustentar essa imagem de tudo saber, por outro lado o docente corre o risco de ser (des)mascarado porque ele mesmo não acredita ser possível, diante da dinâmica da organização social contemporânea, sustentar (ou suportar) essa imagem. Nesse sentido, um impasse é posto em cena e alguns questionamentos se apresentam: O que é ser professor na pós-modernidade? Quais os efeitos do discurso capitalista nos modos de fazer laço social dos professores na contemporaneidade? O corpus do trabalho se constitui de dizeres de professores produzidos em espaço de fala para que os docentes pudessem nomear e elaborar o mal-estar vivenciado na relação com o Outro. Nesse sentido, este trabalho se organiza à luz de algumas categorias conceituais da educação em diálogo com estudos de orientação psicanalítica. Para a discussão proposta, importa refletirmos a respeito dos efeitos da inscrição da Educação no discurso capitalista, considerando que a lógica de organização social contemporânea produz, conforme esclarece Mrech (2005), um tipo de mercado – “o mercado de saber”, cujo modus operandi é de aprendizagem contínua e em larga escala, de produção de modos universalistas para a prática educativa na tentativa de garantir o sucesso do processo de ensino-aprendizagem. Sob essa perspectiva, há supremacia do universal, do coletivo em relação ao individual, ao particular. 

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