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Convibra Conference - Um Estudo de Caso sobre a Inclusão nas Aulas de Artes
Um Estudo de Caso sobre a Inclusão nas Aulas de Artes

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Educação especial e educação inclusiva

Temas Correlatos: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação;

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AUTORIA

Clarissa Pimentel Portugal , Inês Maria Marques Zanforlin Pires De Almeida

ABSTRACT
A presente pesquisa apresenta o estudo de caso de inclusão nas aulas de artes a partir da relação professor-aluno-conhecimento estabelecido nos processos criativos e sob o referencial teórico da psicanálise. Tem como objetivo analisar a dinâmica em sala de aula e como essa relação tríplice pode possibilitar a inclusão do sujeito e o seu sucesso na disciplina. O caso que segue contêm relatos do sujeito em sala de aula junto às análises de suas obras artísticas, processos criativos e observações dentro do ambiente escolar. Destaca-se que as análises são particulares à pesquisa e consideram o contexto das produções e as marcas subjetivas que o aluno da-a-ver; ademais, evidencia-se a pertinência do cenário escolar e suas relações com os processos e produtos artísticos do aluno. Para fins de preservar a identidade do sujeito, foi lhe dado o nome fictício de Renato que seguirá durante todo o relato. A pesquisa iniciou-se devido à autoexclusão do sujeito, na qual o mesmo se recusava a participar das aulas, seja não realizando as atividades ou as faltando por completo. Esse comportamento foi percebido logo no início do ano letivo e houve a abertura ao diálogo para compreender o que levava o aluno a excluir-se. A resposta foi algo como segue: “Ah, professora, eu já tô reprovado mesmo”. Renato era um aluno considerado “fracassado” dentro dos parâmetros de ideal escolar, já havia reprovado alguns anos e estava defasado em relação à faixa etária e ano escolar esperado pelo sistema de ensino brasileiro. Dessa forma, o aluno havia introjetado a exclusão percebido pela Escola, colocando-se em uma situação passiva e inerte para, possivelmente, mitigar seu sofrimento e aceitar aquilo que a Escola e ele acreditavam como inevitável: a sua reprovação. No entanto, a partir de diferentes dispositivos de inclusão, como o diálogo, jogos lúdicos e processos criativos, possibilitou-se a integração do sujeito à matéria e à turma, alterando radicalmente sua postura a favor da aprendizagem.

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