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Convibra Conference - O impacto psíquico da idealização educacional em estudantes pobres
O impacto psíquico da idealização educacional em estudantes pobres

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação

Temas Correlatos: Infância, juventude e diversidade;

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AUTORIA

Luciana Santos , Marília Etienne Arreguy

ABSTRACT
O presente trabalho, decorrente de pesquisa de Doutorado em Educação, procura compreender o ideal da excelência escolar e a relação entre esse ideal e a história singular do estudante. Considera alguns conceitos da Psicanálise, sobretudo eu ideal, ideal do eu e supereu, para analisar os conflitos vividos pelos alunos de classe popular diante das demandas idealizadas presentes em escolas de alto padrão educacional. Deste modo, procura-se refletir sobre as implicações dos processos de idealização e de identificação (FREUD, 1921) para a formação subjetiva desses estudantes. Além da problematização da excelência escolar, também questionamos a crença numa homogeneidade das classes populares em relação à educação. Deste modo, quando falamos de estudantes pobres, de forma alguma estamos considerando que suas famílias de origem são homogêneas, sobretudo do ponto de vista do tratamento em relação à escolarização dos filhos. O que se pode considerar é que, ainda que faça parte de um mesmo meio social, a maneira como cada família lida com a escola depende de uma série de recursos que vão compor as configurações familiares de forma muito singular, colocando o capital cultural familiar em condições de ser transmitido ou não. (LAHIRE, 1997). Trabalhamos em torno da polissemia e da não consensualidade acerca do conceito de excelência escolar. Visamos demonstrar como esse ideal incide sobre o inconsciente social, como aquilo que, em certos períodos e lugares, faz com os sujeitos possam compartilhar uma visão de mundo (DALAL, 2015). Discutimos como esta visão compartilhada pode atravessar a constituição das subjetividades na seara educacional e endossar uma espécie de vigilância social, ao diferenciar os considerados “bons” dos supostos “maus” alunos. Por fim, consideramos a plasticidade da influência dos ideais, de acordo com as interações que podem ser estabelecidas entre os estudantes e professores, o que pode conferir diferentes destinos subjetivos dados à idealização escolar.

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COMENTÁRIOS
Foto do Usuário Joana Sampaio Primo 24-10-2021 18:17:11

Luciana e Marília, gostei de ler o resumo do trabalho proposto por vocês. Acho fundamental refletir sobre os impactos dos ideais na escolarização de crianças que ocupam um lugar de desvalor na sociedade contemporânea. Gostarei de acompanhar o debate na apresnetação.

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