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Convibra Conference - Infância e juventude em situações de emergência: iniciativas no campo da educação
Infância e juventude em situações de emergência: iniciativas no campo da educação

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação

Temas Correlatos: Infância, juventude e diversidade;

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AUTORIA

Vivian Valentim De Souza

ABSTRACT
Qual é o papel da educação em situações de emergência, sejam estas decorrentes de desastres naturais ou intervenções humanas? Este questionamento surgiu em minha vida ao acompanhar o intenso fluxo migratório na Alemanha entre 2015 e 2016, principalmente ao trabalhar com refugiados sírios e afegãos adolescentes que chegaram ao país desacompanhados. Como pensar a educação nos lugares onde estes eventos ocorrem e nos lugares de acolhida? Quais são as ações voltadas para a infância nestes contextos? A reflexão sobre Educação em Emergências passou a ser mais frequente nos últimos anos (Revista Migraziones Forzadas nº 22, 2005 e nº 60, 2019) e tem se expandido neste momento com as preocupações mundiais decorrentes da pandemia de Coronavírus. Nas escolas surgiram questionamentos sobre como desenvolver um trabalho de acolhimento a questões que não se referem especificamente ao currículo formal: angústias, medos e possíveis eventos traumáticos nas vidas das crianças e também trabalhadores/as. A Pedagogia de Emergência (RUF, 2014) ou propostas como “Reconstruir sin Ladrillos: Guías de apoyo para el sector educativo en contextos de emergencias” (2017, UNESCO), trabalham com intervenções pedagógicas cujo princípio é o de oferecer estabilização e apoio a crianças e adolescentes em sua recuperação logo após um evento traumático. Somado às medidas imediatas normalmente oferecidas por instituições de ajuda humanitária, aponta-se como central o apoio a crianças por meio de uma pedagogia que combine ações de expressão artística, movimento corporal e brincadeiras que integrem elementos da cultura como canções e artes manuais. Estas iniciativas não se apresentam como uma abordagem psicoterapêutica individual, mas sim como um repertório de atividades que podem ajudar no processo de superação do trauma, e podem colaborar com o trabalho psicoterapêutico. Este é o eixo desta proposta: apresentar estas iniciativas, provenientes de diferentes perspectivas teóricas, para o debate educacional.

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