artigos
Convibra Conference - O livro é a voz de alguém: uma experiência de oficinas de contos para crianças em situação de vulnerabilidade
O livro é a voz de alguém: uma experiência de oficinas de contos para crianças em situação de vulnerabilidade

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Infância e políticas públicas

Acessos neste artigo: 8


Certificado de Publicação:
Não disponível
Certificado de Participação:
Não disponível

COMPARTILHE ESTE TRABALHO

AUTORIA

Paula Gus Gomes , Camila Terra Da Rosa , Rafaela Pereira Cohen , Leandro Peratz Gomes

ABSTRACT
Este trabalho parte da experiência de construção coletiva de um livro de histórias. Este livro foi construído na oficina de contos do Coletivo Autônomo Morro da Cruz - instituição da sociedade civil localizada na periferia de Porto Alegre. O Coletivo oferta, dentre seus projetos, oficinas para crianças e adolescentes no turno inverso da escola. O público atendido são jovens, entre 6 a 15 anos, em vulnerabilidade social.
Dentre as atividades ofertadas, há a oficina de contos; nela, os jovens são convidados a escutar e a contar histórias. Devido a pandemia de Covid-19, esta atividade passou a ser feita de forma online por meio de um grupo de WhatsApp através do qual os educandos recebiam vídeos de atividades e faziam suas produções. Buscou-se, sobretudo, manter o vínculo com as crianças; e foi neste cenário que uma adolescente propôs, durante a oficina de contos, a construção de um livro em conjunto.
O livro surgiu, então, do encontro de desejos: dos educandos e da equipe do Coletivo, que entende a literatura como um potente recurso educativo e clínico. Acreditamos que a criação de um livro coletivo possibilita materializar o que foi construído ao longo deste período. Além disso, entendemos que um livro é a voz de alguém e, assim, disponibilizar um livro construído por crianças e adolescentes da periferia de Porto Alegre também seria fazer suas vozes - tão potentes e criativas - circularem por lugares onde não costumam estar, dando-lhes relevância no laço social. Ainda, a oportunidade de escrever um livro carrega também a aprendizagem de estar em coletivo - já que é necessário muita negociação e troca de ideias para estabelecer uma proposta (ou uma voz) comum. Ademais, entendemos que, ao brincar, as crianças podem elaborar situações, expressar sentimentos e falar de si; em meio a um contexto bastante adverso, como o Covid-19, a necessidade de que as crianças tenham um espaço para isso é ainda maior - e confiamos que construir e narrar histórias é uma forma de brincar.

Para participar do debate deste artigo, .


COMENTÁRIOS

Utilizamos cookies essenciais para o funcionamento do site de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.