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Convibra Conference - O mal-estar docente é real: ressonâncias no tornar e manter-se professor(a)
O mal-estar docente é real: ressonâncias no tornar e manter-se professor(a)

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação

Temas Correlatos: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação;

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AUTORIA

Silvano Messias Dos Santos , Inês Maria Marques Zanforlin Pires De Almeida

ABSTRACT
O objetivo desse texto é discutir o mal-estar docente e suas ressonâncias em relação ao ser e manter-se professor(a), como recorte temático de estudo em desenvolvimento no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Brasília – PPGE/UnB sobre professores e alunos-já-professores de Ciências Exatas entre o desejo de saber e os impasses no ensinar-aprender. Para tanto, dialogamos com Pereira (2016), Coracini (2017), Favacho (2017), Sacco (2017), dentre outros autores, os quais afirmam que, atualmente, o mal-estar docente é atravessado por questões como: a falta de valorização da profissão docente, a desqualificação do trabalho do professor, o descaso com as condições de trabalho vividas pelos professores, o excesso de demandas direcionadas à figura do professor e a sua culpabilização pelos fracassos escolares, a perda da autonomia e a crise da autoridade docente na escola contemporânea, o quadro social e político na conjuntura nacional, a falta de um lugar simbólico, no imaginário social, para o professar e para o saber, dentre outras questões que estão, de alguma forma, interligadas, com repercussões no ensinar-aprender e no ser, tornar-se e manter-se professor(a). Reconhecemos que são múltiplos os elementos que permeiam as diferentes formas de renúncia dos professores ou padecimento em exercício, e a “retirada de cena”, tanto de docentes experientes como daqueles que se encontram no início do magistério ou em formação inicial, ocorre acompanhada de sofrimento psíquico, estresse, esgotamento emocional e inevitáveis angústias, historicamente presentes no campo da educação, mas que vem se reatualizando de múltiplas formas. Como pontua Pereira (2016, p. 112), “os imperativos da sociedade em que vivemos (incluindo o universo escolar), as vicissitudes do Supereu (com seus impulsos de gozo) e os modos de manifestação da angústia” afetam o cotidiano profissional, com implicações no ser, tornar-se e manter-se professor(a). 

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COMENTÁRIOS
Foto do Usuário Simone Bicca Charczuk 23-10-2021 16:15:59

Silvano e Inês, um prazer ler a proposta de vocês. Tenho me interessado pela temática, principalmente porque trabalho com formação de professores. Importante termos espaço de escuta e diálogo sobre.

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