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Convibra Conference - Diagnóstico Médico e Medicalização na Infância: o discurso médico na escola
Diagnóstico Médico e Medicalização na Infância: o discurso médico na escola

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação

Temas Correlatos: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação;

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AUTORIA

Laura Carrasqueira Bechara

ABSTRACT
Parte-se, neste trabalho, de um caso clínico atendido na instituição Lugar de Vida - centro de educação terapêutica, instituição de saúde mental voltada à infância e à adolescência, que dispara a discussão sobre os efeitos do diagnóstico médico na escola. O Lugar de Vida tem sua prática ancorada tanto na ética psicanalítica, quanto na concepção de educação terapêutica, criada por Maria Cristina Kupfer, que entende que no tratamento de crianças com entraves estruturais na constituição psíquica (Kupfer, Patto e Voltolini, 2017) o tratar e o educar caminham juntos. Chegam para tratamento na instituição crianças e adolescentes com impasses no desenvolvimento e entraves na constituição subjetiva ou mesmo sintomas que dificultam sua circulação no laço social. Diversas vezes crianças já com um diagnóstico médico recebido de transtorno do espectro autista (TEA), transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtorno opositor desafiador (TOD), entre outros. A partir da escuta da família, no caso abordado, aparece de que forma o recebimento de um diagnóstico médico de TEA enquanto acontecimento (Moretto, 2019) não se desdobra em narrativa singular e aberta para novas significações sobre a criança e a cristaliza em um lugar de uma criança “deficitária”. Na entrada dessa criança no Ensino Fundamental, a demanda da escola por um laudo, além da indicação de medicação, surge como reatualização de um tempo, ao longo do tratamento, em que a família insistia por um novo diagnóstico, uma vez que o TEA havia sido descartado. Assim, pergunta-se: de que forma a psicanálise nos ajuda, na teoria e na prática, a problematizar o movimento de busca pelo especialista que dirá o que “a criança tem”? De que maneira a psicanálise traz contribuições que façam frente ao discurso médico e medicalizante dentro da escola? De que forma a escuta e a intervenção com as famílias e com as escolas fazem parte do tratamento da criança?

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