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Convibra Conference - A ATUAÇÃO DO PSICANALISTA EM INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL
A ATUAÇÃO DO PSICANALISTA EM INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Formação e trabalho de profissionais da infância

Temas Correlatos: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação;

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AUTORIA

Flavia Nahon , Thaysa Silva Dos Santos , Lila Tatiana Queiroz De Carvalho Souza

ABSTRACT
As escolas têm um papel estratégico na atenção psicossocial. Está sob seu alcance a promoção de ações que visem a acolhida e a reflexão crítica sobre os problemas identificados, mesmo não sendo sua atribuição a identificação de patologias. 
Freud (1895) percebeu o caráter decisivo das experiências precoces. Dependente física e emocionalmente, a criança é um sujeito a se constituir, condicionada ao discurso dos pais, ou de quem ocupa essa função. Quando algo não vai bem no seu desenvolvimento psíquico, estes sinais poderão ser perceptíveis ou não ao Outro do cuidado. Educadores em creches e escolas ocupam uma função subjetivante, ainda que não seja este o objeto central de sua prática.
Como o olhar do psicanalista em conjunto com os outros profissionais, atuantes em  creches e pré-escolas, poderia contribuir na percepção e no enfrentamento dos sinais relacionados ao sofrimento psíquico em crianças muito pequenas?
Percebemos na nossa experiência em escolas que o menor sinal de dificuldade da criança já aciona nos pais uma busca por respostas. A pressão social, o acesso fácil à informação e outros, levam a uma busca urgente por diagnósticos e soluções. Entendemos o sofrimento dos pais, que aflitos diante de um possível desvio não querem perder tempo. A questão diagnóstica na escola requer uma reflexão aprofundada. A partir de entrevistas com psicanalistas que utilizaram o IRDI (Santos,2020), pudemos ouvir sobre sua importância na transmissão da psicanálise para equipes multidisciplinares. 
Entendemos que tal discussão cria condições para que algo novo sobre a criança possa surgir, possibilitando um olhar interessado não apenas nos sinais vitais, mas também atento às manifestações que sinalizam algum sofrimento relacionado à experiência do sujeito. 

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