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Convibra Conference - Educação Para Todos e Para Cada Um
Educação Para Todos e Para Cada Um

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação

Temas Correlatos: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação;

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AUTORIA

Marcelo Gava

ABSTRACT
O conceito de massa e seus desdobramentos, relidos por Freud (1921), permitiu a formulação de um paradoxo inerente a constituição grupal: no grupo, a singularidade do outro é suportada a medida em que essa singularidade é perdida, uma vez que, “na massa, segundo Le Bon, apagam-se as aquisições singulares do indivíduo, e com isso a sua singularidade desaparece” (FREUD 1921/2020, p.142). Ao abordarmos essa leitura de Freud sobre as formação de grupos, neste trabalho, retomamos a leitura atenta de Kelly Cristina Brandão da Silva de um estudo minucioso da construção do discurso da Educação Inclusiva, principalmente no Brasil, abrindo espaço para um questionamento fundamental da educação escolar como lugar de inclusão dos recém chegados ao mundo  comum no qual possam inscrever-se de modo singular.  Partindo desses autores, buscaremos problematizar a tensão estrutural e instransponível, que revela que a inclusão do outro é metapsicologicamente impossível. Na perspectiva freudiana, isso configura uma impossibilidade de incluir a todos, na medida em que nessa inclusão estaria em jogo o desaparecimento da singularidade desses sujeitos incluídos. O modelo das massas freudiana nos leva a considerar uma segregação que produz-se por excesso de identificação, não por exclusão. Assim, nas escolas, proliferam diagnósticos que agrupam sujeitos que partilham um traço de identificação: os autistas, TDH's, os alunos especiais, etc. O sintoma, que particularizaria cada sujeito em oposição ao universal da civilização, passa a sustentar a homogeneidade imaginária.  A educação, diante dessa perspectiva, está sempre as voltas dessa complexa relação com a alteridade, essas são indagações que ganham força no trabalho de Kelly Cristina Brandão ao problematizar uma educação que seja ''para todos e para cada um''.  Ao interrogarmos a impossibilidade de incluir a todos, sustentamos um olhar para às condições subjetivas de cada um.

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