artigos
Convibra Conference - INFÂNCIA E MEDICALIZAÇÃO: AS LENTES DIAGNÓSTICAS
INFÂNCIA E MEDICALIZAÇÃO: AS LENTES DIAGNÓSTICAS

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Infância, juventude e clínica

Temas Correlatos: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação;

Acessos neste artigo: 16


Certificado de Publicação:
Não disponível
Certificado de Participação:
Não disponível

COMPARTILHE ESTE TRABALHO

AUTORIA

Larissa Costa Beber Scherer , Karin Muller

ABSTRACT
         Apesar do avanço nas políticas contrárias à medicalização, ainda é predominante a presença do discurso medicalizante no contexto da infância. Na escola, professores utilizam de forma indiscriminada nomenclaturas diagnósticas. Na clínica, crianças chegam portando um suposto diagnóstico. Busca-se a identificação de ''patologias'' supostamente responsáveis pelo ''desajuste'' do sujeito na família e na escola.
	As políticas contrárias à medicalização sinalizam controvérsias envolvendo o diagnóstico e os tratamentos decorrentes. O DSM-V, manual amplamente utilizado, abarca categorizações específicas, descritivas, tal qual valorizado pela lógica medicalizante. Tais definições são usadas por profissionais que atuam junto à infância.
	Com o intuito de compreender tais contextos, interrogamos: as políticas contrárias à medicalização na infância problematizam as concepções diagnósticas? Poderiam ser agregados outros sentidos aos diagnósticos, ampliando as formas de ler as dificuldades no contexto da infância?
	As políticas no âmbito do Mercosul, do município de Campinas, São Paulo e do Ministério da Saúde referem a imprecisão, a inconsistência e a falta de rigor diagnóstica; a polêmica que envolve os tratamentos dos denominados transtornos ou distúrbios de aprendizagem, tornando o diagnóstico controverso. Apontam ainda a ausência de confirmação do TDAH por exame laboratorial ou de imagem. 
        A psicanálise propõe sentidos que ampliam a discussão baseada nas determinações diagnósticas, rompendo com a hegemonia dos discursos medicalizantes. Para Freud (1916-17/2006), o sintoma não é sinônimo de doença, e a cura não está unicamente associada à remissão dos mesmos. Esta perspectiva permite problematizar as questões que envolvem o diagnóstico, possibilitando uma leitura distinta dos sujeitos e dos contextos.  	

FREUD, S. Conferência XXIII: Os caminhos da formação dos sintomas. In: Edição Standard Brasileira das Obras Completas. Rio de Janeiro: Imago, 2006, v. XVI.

Para participar do debate deste artigo, .


COMENTÁRIOS

Utilizamos cookies essenciais para o funcionamento do site de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.