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Convibra Conference - Estranhamento e mal-estar na relação com crianças andinas: algumas pistas e impasses na escolarização de crianças migrantes
Estranhamento e mal-estar na relação com crianças andinas: algumas pistas e impasses na escolarização de crianças migrantes

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação

Temas Correlatos: Infância, juventude e clínica;

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AUTORIA

Joana Sampaio Primo

ABSTRACT
Nossa apresentação faz parte de nossa pesquisa de doutorado, ainda em curso, na qual buscamos, em linhas gerais, acompanhar e intervir nas dificuldades surgidas na escolarização de crianças de origem andina na cidade de São Paulo. Indicamos, que nossa pesquisa é fruto de um projeto de extensão que acompanhou crianças andinas em algumas escolas municipais da cidade de São Paulo que tinham dificuldades na fala: algumas não sabiam falar nenhuma língua com aproximadamente 5 anos, outras apresentavam outros modos de silenciamento. Ao acompanhar isto que aparecia como um sintoma entre as crianças de origem andina, começamos a nos indagar sobre os estranhamentos e mal-estares que estas crianças causavam nas escolas, estes que, sem dúvida, ligam-se às particularidades do tecido social brasileiro e paulistano. Desse modo, partindo do silêncio como um enigma que interroga o campo escolar, passamos a nos perguntar sobre as particularidade de ser uma criança andina na cidade de São Paulo, particularidade atravessada por muitas camadas, dentre elas os estranhamentos causados pelo infantil e pelos traços andinos. 
Ao longo de nossa pesquisa, fomos percebendo que o fenótipo andino é responsável, entre outras coisas, por produzir uma série de silenciamentos, ligamos aos racismos que aqui se (re)produzem, racismos que desvalorizam determinadas características, enquanto supervalorizam outras. 
Remetendo-nos às reflexões propostas por Rosa (2002), indagamo-nos, conjuntamente com a autora, como fica a transmissão simbólica, preparada pelo narcisismo primário, em famílias que ocupam majoritariamente um lugar de desvalor em nossa sociedade, como no caso das famílias imigrantes com as quais trabalhamos? Quais seriam os atravessamentos desta constituição social menos valorizada e a trama escolar? Quais mal-estares estavam presentes nos impasses da escolarização das crianças de origem andina? É em busca de sustentarmos essas e outras questões que propomos nossa apresentação.

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