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Convibra Conference - ROSINE LEFORT E O DESEJO DO ANALISTA: CAMINHOS PARA UMA PRÁXIS QUE APOSTA NO SUJEITO
ROSINE LEFORT E O DESEJO DO ANALISTA: CAMINHOS PARA UMA PRÁXIS QUE APOSTA NO SUJEITO

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Infância, juventude e clínica

Temas Correlatos: Infância, juventude e diversidade;

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AUTORIA

Annael Lucas Gomes Bezerra , Frederico Santos Alencar , Luis Achilles Rodrigues Furtado

ABSTRACT
Na contemporaneidade, encontramos uma psiquiatria, em particular a estadunidense, apoiada em um ideal de pureza e neutralidade da ciência, ao modo que manuais diagnósticos são construídos com base em critérios ditos ateóricos, ainda que carreguem em seu bojo uma mixórdia conceitual, misturando epistemologias distintas. Logo, sua  concepção da infância não é diferente. Ao privilegiar aspectos orgânicos, temos um discurso biomédico que reduz a criança a objeto de intervenção, promovendo uma ortopedia como proposta de tratamento, corrigindo “inadequações” ou mascarando-as. Por outro lado, temos o conceito de desejo do analista, caro à psicanálise, que se afasta de uma intersubjetividade, e, consequentemente, de uma posição na qual o profissional sabe o que falta à criança, que irromperia em uma instrumentalização do tratamento, com um Outro invasor, principalmente em casos graves e de institucionalização. Ao aparecer como falta-a-ser, o analista possibilita a emergência do desejo do sujeito em tratamento, na medida que não atende a uma complementação imaginária, uma das formas de chamarmos a exigência de normalização. Encontramos na obra de Rosine Lefort um aporte para discutirmos o lugar do psicanalista em instituições, com destaque para os casos graves, considerados intratáveis, que exigem em demasia do repertório subjetivo dos envolvidos, colocando em xeque a posição de saber inerente ao discurso médico. Este trabalho intenta discutir a noção de desejo do analista com o caso Marie-Françoise, de Lefort, ao modo que tal exercício nos traz apontamentos para uma práxis que sustenta a função de analista e aposta no sujeito. Vale destacar que este posicionamento não invalida a necessidade de um trabalho interdisciplinar, uma vez que também se faz necessário, mas se objetiva romper com um discurso que reduz a criança a um objeto de intervenção.

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