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Convibra Conference - A escola como “espaço comum”: algumas reflexões sobre a experiência escolar
A escola como “espaço comum”: algumas reflexões sobre a experiência escolar

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação

Temas Correlatos: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação;

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AUTORIA

Patrícia Lavinas Santos , Maria Celina Peixoto Lima

ABSTRACT
Atualmente, presenciamos não apenas a “crise na educação” tal como descrita por Hannah Arendt no final dos anos 1950, mas também a “crise da escola”, uma vez que a escola, definida como o tempo e o espaço destinado à transmissão, à renovação e à coletivização do conhecimento, vem sendo cada vez mais colocada em xeque na contemporaneidade. Nesse contexto, a escola se torna alvo de uma gama de acusações (alienação, desmotivação da juventude, falta de eficácia e de empregabilidade, entre outras) que desembocam na demanda por uma reforma radical. Uma demanda antiga, mas que ganha novos contornos nas sociedades de mercado, em que presenciamos o avanço da racionalidade neoliberal em todas as esferas da vida, inclusive na esfera da educação. A hegemonia das ideias neoliberais na educação dos jovens não afeta apenas os alunos, mas também a formação e a atuação dos professores: na medida em que a escola se transforma em um instrumento dos interesses do mercado econômico, o professor é tomado como um “prestador de serviços”. Inspirado na discussão de Masschelein e Simons sobre o “escolar”, este trabalho tem como objetivo identificar os elementos que constituem a experiência escolar. Para isso foram realizadas entrevistas individuais, orientadas pela escuta psicanalítica e pela transferência, com professores que atuam em escolas públicas no ensino médio. A análise das falas dos professores aponta que eles compreendem que a escola possui múltiplos papéis, tanto de socialização quanto de qualificação, mas também de resistência às demandas do mercado econômico. Além disso, compreendem a escola como um “espaço comum”, ou seja, um espaço feito por várias pessoas em que ocorrem experiências compartilhadas. Indo na contramão do discurso pedagógico hegemônico que foca na aprendizagem de conhecimentos e de habilidades individuais, os professores destacam que uma das particularidades da experiência escolar é o seu caráter coletivo. 

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