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Convibra Conference - ''Você vai lembrar da fúria?'' Nomeações em um acompanhamento escolar
''Você vai lembrar da fúria?'' Nomeações em um acompanhamento escolar

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação

Temas Correlatos: Infância, juventude e clínica;

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AUTORIA

Fernanda Bonilha , João Pedro Padula

ABSTRACT
Este trabalho elabora a dimensão clínica de um acompanhamento terapêutico escolar frente ao mal-estar atual na educação. Partimos de cenas disruptivas vivenciadas por um garoto de seis anos que ocorrem logo que ele chega à uma nova escola. Eram recorrentes ataques direcionados aos colegas, agitações corporais, transitivismo e autoagressões. Esses momentos em que Téo protagonizava o horror ocorriam frente às demandas escolares e suas dificuldades. O contexto escolar não oferecia a Téo um referente no Outro que o ajudasse a dar conta do desencadeamento das cenas e de sua possível narração. Tais situações foram interpretadas pela equipe pedagógica de maneira precipitada como decorrentes de uma negligência familiar, condicionando a escolarização de Téo a um laudo. Restava-lhe somente a “inadequação” e as broncas; lugar à margem dos demais colegas, que o colocava em uma série de repentinas desorganizações, incitando-o a novamente atuar em um ciclo interminável. Partindo da aposta de que  as cenas circunscreviam atos de Téo direcionados ao Outro e, que havia elementos que desencadeavam os transbordamentos, puderam os ats se apresentar como outros distintos daqueles da escola. Enquanto parceiros, foi possível atravessar essas experiências deslocados do horror intrínseco a elas. Por meio das intervenções, Téo pôde questionar-se sobre suas atuações e articular o que era vivido através da palavra. O caminho apresentado neste trabalho levou Téo a dizer sobre a agitação que o arrebatava, nomeação que possibilitou a construção de estratégias que o enlaçasse à escolarização. Referido ao eixo temático Mal-estar na educação na atualidade, o presente texto aborda o trabalho clínico possível frente ao circuito montado: por um lado, a necessidade de fazer furo na fantasia da  equipe pedagógica, desmontando a necessidade de um diagnóstico ou laudo. Por outro lado, a construção de nomeações e narrativas junto a essa criança sobre o mal-estar presente no encontro com a escolarização.

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