artigos
Convibra Conference - O IMPOSSÍVEL DE EDUCAR E INCLUIR: DESAFIOS PARA UM SERVIÇO DE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL INFANTIL EM VITÓRIA – ES
O IMPOSSÍVEL DE EDUCAR E INCLUIR: DESAFIOS PARA UM SERVIÇO DE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL INFANTIL EM VITÓRIA – ES

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Infância, juventude e diversidade

Temas Correlatos: Infância e políticas públicas;

Acessos neste artigo: 20


Certificado de Publicação:
Não disponível
Certificado de Participação:
Não disponível

COMPARTILHE ESTE TRABALHO

AUTORIA

Gabriela Morais Machado

ABSTRACT
Freud, em “A análise finita e a infinita” (1937), aponta o ofício de educar dentre aqueles atravessados por uma impossibilidade. Algumas crianças, em sua posição subjetiva frente ao Outro, parecem radicalizar essa afirmação. Nas instituições, nos deparamos com um desafio: como incluí-las? É possível que esta inclusão se dê a partir da subjetividade de cada criança?
Neste trabalho, tem-se como objetivo discutir acerca de uma experiência de Estágio em Psicologia, vinculado à graduação em Psicologia da UFES, em um Serviço de Acolhimento Institucional Infantil, localizado em Vitória. Busca-se analisar como uma criança de seis anos, a partir de sua posição frente ao Outro, provoca rachaduras nos modos de educar e incluir propostos pela instituição. O encontro com a alteridade que se apresenta parece exigir uma explicação: por que não é possível educá-lo a partir das regras da instituição? Por que não é possível incluí-lo no grupo de crianças?
Foi possível observar que o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista serviu, neste caso, para nomear a impossibilidade de educar e incluir o sujeito nas atividades coletivas, orientando o manejo e os cuidados. Apesar disso, também o mantém fixado em uma posição, de forma que incluí-lo parece, assim como educar, uma tarefa impossível.
Fundamentados na psicanálise, é possível apostar na subjetivação, mais além dos discursos dominantes na instituição, incluindo o sujeito. Aborda-se a atuação do estagiário que, a partir de um lugar de não-saber, pode dirigir um outro olhar, mais além do que o diagnóstico norteava, estabelecendo um outro laço com a criança, estremecendo um pouco da posição tão fixa em que se encontrava.
A partir desta experiência, pretende-se discorrer acerca dos ideais de inclusão e educação que norteavam as práticas na instituição, que, ao esbarrarem com as singularidades de cada sujeito, escancaram a impossibilidade que os atravessa.

Para participar do debate deste artigo, .


COMENTÁRIOS

Utilizamos cookies essenciais para o funcionamento do site de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.