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Convibra Conference - Da Pátria à Fratria: Mal-estar, Autoridade e Educação
Da Pátria à Fratria: Mal-estar, Autoridade e Educação

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação

Temas Correlatos: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação;

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AUTORIA

Patrícia Feiten Pinto , Vânia Lisa Fischer Cossetin

ABSTRACT
Desde Freud o mal-estar é interpretado como inerente à condição humana e ao próprio processo civilizacional, tendo em vista que cada singularidade precisa renunciar parte de seus desejos e, em boa medida, de sua liberdade em nome da vida em sociedade. Não por outra razão que ele se encontra enredado ao problema da autoridade, embora, na época de Freud, identificado antes pelo seu excesso do que pela sua fragilização, como podemos constatar. Significa a insurgência de um mal-estar já não mais como efeito do excesso de ingerência da atuação adulta sobre os novos, mas de seu recuo e, no pior dos casos, de sua evasão. Uma insuficiência tanto em termos de dificuldade em lidar com o mal-estar constitutivo e que tem mobilizado os adultos em favor do pronto atendimento das demandas infantis, quanto de produzi-lo, posto que esta antecipação ao desejo da criança tem buscado dar conta de um vazio que jamais se deixará preencher. O objetivo destes escritos é recuperar o debate sobre a função paterna na constituição subjetiva, chamando atenção à relação heterônoma que todo humano experimenta quando vem ao mundo e é acolhido por seus ascendentes. Uma função que operaria não apenas em favor do enlace linguístico-simbólico dos novos com a cultura e com as tradições que os antecedem, quando então lhes é projetado um lugar no mundo. Mas, sobretudo, que fosse capaz de relativizar paulatinamente a sua incontornável tutela, permitindo a cada um ir assumindo o lugar de sujeito que lhe é devido e possível, em termos lacanianos, respondendo em seu próprio nome. Este é o momento em que esta relação originalmente assimétrica (paterna) vai cedendo aos poucos a uma relação simétrica (fraterna), estabelecida entre iguais. Trata-se de um movimento em que o sujeito estaria mais próximo de reconhecer a necessidade das renúncias, das responsabilidades que ele tem a assumir no que atine à constituição, preservação e ressignificação da sua subjetividade, bem como do mundo humano herdado.

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