artigos
Convibra Conference - INCLUIR PELA NOMEAÇÃO, ENLAÇAR PELA LIBIDO: CONTRIBUIÇÕES DA CLÍNICA PSICANALÍTICA À EDUCAÇÃO INCLUSIVA DE CRIANÇAS AUTISTAS E ESQUIZOFRÊNICAS.
INCLUIR PELA NOMEAÇÃO, ENLAÇAR PELA LIBIDO: CONTRIBUIÇÕES DA CLÍNICA PSICANALÍTICA À EDUCAÇÃO INCLUSIVA DE CRIANÇAS AUTISTAS E ESQUIZOFRÊNICAS.

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Infância, juventude e clínica

Temas Correlatos: Mal-estar contemporâneo e impasses na educação;

Acessos neste artigo: 94


Certificado de Publicação:
Não disponível
Certificado de Participação:
Não disponível

COMPARTILHE ESTE TRABALHO

AUTORIA

Frederico Santos Alencar , Luis Achilles Rodrigues Furtado , Maria De Fátima Do Nascimento Rodrigues

ABSTRACT
Eugen Bleuler, retirando Eros – o aspecto libidinal dignificado por Freud – da palavra autoerotismo, originou o termo ''autismo'' enquanto sintoma da esquizofrenia. Desde então, a gênese e a história do autismo, abordado atualmente na categoria nosográfica de Transtorno do Espectro Autista (TEA), ficaram profundamente marcadas por sua relação com a psicose. Esta, enquanto estrutura subjetiva, é entendida através do mecanismo da foraclusão, que recusa a lógica normalizadora que rege a sociedade. Objetivamos utilizar a expressão, de Antonio Quinet (2006), “incluir a foraclusão”, para pensar a inclusão de crianças autistas e esquizofrênicas no campo da educação, articulando tal expressão com o conceito de nomeação, elaborado na obra de Jacques Lacan. Em sua experiência escolar, Pereira e Figueiredo (2014) constatam que, para as invenções realizadas por essas crianças, é importante que o educador sirva-se da nomeação. Nomear enlaça a dimensão da palavra à experiência de satisfação/sofrimento  – ligação libidinal capaz de incluir a recusa desses sujeitos através de seus interesses particulares; por exemplo, as ilhas de competência que Maleval (2009) conceitua. Para que a foraclusão possa fazer parte do cotidiano escolar e permita invenções singulares a partir da condição que lhe é correspondente, é preciso destituir a totalização institucional. Daí justifica-se a relevância da nomeação, pois esta permite a circulação da palavra e o deslocamento do fascínio imaginário que faz dessas crianças meros objetos do saber professoral ou de uma reclusão que segue a lógica manicomial. A função do nome opera mais além da fenomenologia do sintoma autístico/esquizofrênico, ou seja, constitui um laço com o Outro que se manifesta nos atos, falas ou imagens e permite um trabalho de enlaçamento restitutivo daquilo que Bleuler suprimiu, Eros.

Para participar do debate deste artigo, .


COMENTÁRIOS
Foto do Usuário Marlon Cortes 26-10-2021 00:27:19

Interessante ideia: “que a foraclusão possa fazer parte do cotidiano escolar”. Várias perguntas: 1. O qué é “destituir a totalização institucional”? 2. Eu posso estender a sua ideia até a família? É dizer: que a foraclusão possa fazer parte do cotidiano familiar? E o cotidiano social?

Utilizamos cookies essenciais para o funcionamento do site de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.