artigos
Convibra Conference - Prevenção de acidentes na infância: uma revisão integrativa
Prevenção de acidentes na infância: uma revisão integrativa

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Políticas Públicas de Saúde

Temas Correlatos: Saúde da Criança e do Adolescente;

Acessos neste artigo: 15


Certificado de Publicação:
Não disponível
Certificado de Participação:
Não disponível

COMPARTILHE ESTE TRABALHO

AUTORIA

Maria Clara Biccas Braga , Larissa Rosa Stork , Lívia Spinassé Peruchi , Luana Azevedo Freire , Marina De Barros Pretti , Shayra Tofano Monteiro , Gracielle Pampolim

ABSTRACT
INTRODUÇÃO: Lesões não intencionais são as maiores causas de morbidade e mortalidade na infância, em razão da curiosidade e da imaturidade física e mental dessa faixa etária. Diante desse cenário, entende-se a importância da caracterização do perfil das crianças envolvidas em acidentes e da identificação de outras características associadas a este evento, no intento de que a partir dessas informações será possível propor medidas preventivas e de acompanhamento dessas crianças e adolescentes. Dessa forma, este estudo teve por objetivo revisar a literatura para traçar o perfil das crianças envolvidas em acidentes, o período de maior prevalência e os tipos mais recorrentes. MÉTODO: A revisão integrativa da literatura foi feita por meio de consulta à Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e à US National Library of Medicine (PubMed), em outubro de 2020. A pesquisa foi realizada por meio do cruzamento dos descritores “accident prevention”, “child” e “Brazil”, de modo a se pesquisar por: ''Accident Prevention'' AND child AND Brazil. RESULTADOS: Em um estudo publicado no “São Paulo Medical Journal”, foi constatado que as pessoas mais acometidas são crianças, entre 7 e 12 anos de idade (44,8%), de classe social baixa e do sexo masculino (82,8%). A explicação para tal resultado é que meninos, geralmente, se envolvem com atividades mais dinâmicas e perigosas, além de adquirirem independência mais cedo. Em relação ao perfil social, deve-se considerar que a baixa renda dos indivíduos leva a duas consequências: pais tendem a trabalhar o dia inteiro sem ter com quem deixar seus filhos (72,4%) e as casas são inacabadas, sendo, portanto, menos seguras. Quanto ao período do ano que mais ocorre acidentes com crianças, as taxas mais altas são no mês de janeiro (20,7%), o qual corresponde ao período de férias - quando passam mais tempo em casa sem supervisão de um adulto. Por fim, considerando o tipo de acidente, foi constatado que 37,9% ocorrem quando estão soltando pipa, pois ficam olhando para o céu, além do risco de envolver a fiação. Além disso, foi ressaltado que a maioria dos casos ocorrem dentro do domicílio, no período da tarde, em que as crianças retornam da escola e permanecem sem supervisão. Sendo assim, é importante destacar os níveis de prevenção, que devem ser adotados de modo a auxiliar na elaboração das intervenções. O nível de prevenção primário é focado em evitar situações que causam os acidentes, como uma melhor supervisão, enquanto o nível secundário é voltado para a minimização dos riscos que um acidente pode gerar, como a implementação de um plano de evacuação para incêndios e o uso de capacetes durante brincadeiras radicais. Já a prevenção terciária inclui a adesão de medidas para a recuperação ou a reabilitação de danos já causados, tais como utensílios básicos de primeiros socorros. CONCLUSÃO: Em suma, é importante que as estratégias de prevenção considerem a idade da criança em questão, seu nível de desenvolvimento psicomotor, além de características do ambiente que a cercam, tanto os aspectos físicos quanto os culturais.

Para participar do debate deste artigo, .


COMENTÁRIOS