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Convibra Conference - Controle In Vitro De Alternaria Sp. E Colletotrichum Spp. Com Leveduras Antagonistas
Controle In Vitro De Alternaria Sp. E Colletotrichum Spp. Com Leveduras Antagonistas

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Fitopatologia

Acessos neste artigo: 49


Certificado de publicação:
Certificado de Luiz Vitor Barbosa De Oliveira

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AUTORIA

Renata Mori Thomé , Luiz Vitor Barbosa De Oliveira , Maicon Fernando Petry De Paula , Matheus Felipe Prado Ferreira , Maria Isabel Balbi-Peña

ABSTRACT
Doenças fúngicas causadas por Alternaria spp. e Colletotrichum spp. podem acarretar sérios danos em maçãs, tanto no campo quanto em pós-colheita. No Brasil, são utilizadas vários produtos químicos para o controle de doenças da macieira, e o uso demasiado e errôneo desses produtos acabam deixando resíduos nos frutos, visto que, ultimamente a preocupação e a procura dos consumidores por alimentos livre de resíduos fitossanitários, têm se intensificado. Diante dessa problemática, o uso de controle biológico com microrganismos pode se tornar uma ótima alternativa para o controle de doenças fúngicas da macieira. As leveduras apresentam características positivas como agentes de biocontrole, pois suas demandas nutricionais são simples, possuem uma rápida colonização de superfícies e não produzem esporos alergênicos, micotoxinas ou antibióticos. O presente trabalho teve por finalidade verificar o antagonismo de isolados de leveduras contra Colletotrichum spp. e Alternaria sp. em condições in vitro. Foram utilizados quatro isolados de leveduras: Pichia caribbica (CCMA 0759) Hanseniaspora opuntiae (CCMA 0760), P. manshurica (CCMA 0762) e Lachancea thermotolerans (CCMA 0763). Para a avaliação do antagonismo foi realizado um experimento de cultura dupla, no qual as leveduras foram estriadas a 3 cm do centro de placas contendo meio BDA (batata-dextrose-ágar) e após 48 horas adicionou-se um disco micelial de cada fitopatógeno no centro das mesmas. Avaliou-se o crescimento da colônia, a formação do halo de inibição e o índice de velocidade de crescimento micelial (IVCM) dos patógenos na presença das leveduras comparando-os com a testemunha (sem levedura). Para a avaliação do antagonismo por compostos voláteis, foram utilizadas placas bipartidas contendo um disco micelial dos fungos e uma suspensão (3,0x106cél/mL) das leveduras em lados opostos da placa com meio BDA. Foi avaliado o diâmetro da colônia e o IVCM dos fungos, comparando-os com os da testemunha. Todas as cepas de leveduras apresentaram efeito antagônico in vitro contra patógenos que causam podridão em maçãs. Esse antagonismo foi maior por metabólitos difusíveis no meio do que por substâncias voláteis. Os isolados CCMA 0759 (Pichia caribbica) e CCMA 0760 (Hanseniaspora opuntiae) exerceram maior efeito inibitório sobre os patógenos e apresentam potencial para serem testadas no controle da podridão amarga e da podridão marrom em experimentos de pós-colheita de maçã.

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COMENTÁRIOS
Foto do Usuário Eliane Rute De Andrade 06-05-2021 13:20:48

O trabalho em questão é importante sob o ponto de vista de controle de doenças em maçã, pois a mesma é afetada por uma série de doenças em pós-colheita, causadas por uma série de patógenos, especialmente aquelas submetidas a frigoconservação, e quanto mais ferramentas tiver para o manejo desse problema, só tem a acrescentar, especialmente com relação ao uso do controle biológico. Os agentes de controle biológico utilizados neste trabalho serão testados em outros patógenos que causam podridão em pós-colheita de maçã? Seria interessante testar a eficiência das leveduras antagonistas para controle dos citados patógenos em frutos de maçã em pós-colheita.

Foto do Usuário Angelo Aparecido Barbosa Sussel 08-06-2021 17:08:59

Estas leveduras poderiam ser utilizadas na redução do inóculo no campo por meio da pulverização de toda área de produção de maçãs? Poderiam controlar a multiplicação dos patógenos necrotróficos presentes nos restos culturais?

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