A importância das relações interpessoais entre estudantes de enfermagem e pacientes no ambiente hospitalar

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Tema: Saúde Mental

Temas Correlatos: Saúde Mental;

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AUTORIA

Sarah Caroline Ferreira Santos , Gabriella Mendes Gonçalves , Priscila Da Silva Antonio

ABSTRACT
INTRODUÇÃO
No processo de hospitalização observa-se a necessidade de um atendimento dentro da perspectiva integral e humanizada, onde os profissionais valorizem a singularidade de seus pacientes para facilitar o processo de recuperação da saúde e a consequente reinserção social1,2. Esta investigação trata das experiências vividas na prática hospitalar durante a disciplina de relacionamento interpessoal, onde os alunos se dispõem a ouvir os pacientes de forma lúdica e informal, abrindo um espaço de escuta e acolhimento. Quando o estudante inicia a relação de diálogo com o paciente, é importante se colocar em aberto, sem expressões que possam transmitir ausência durante a fala, estabelecendo uma comunicação satisfatória. Assim, desenvolve-se a habilidade de escutar a partir de uma linguagem singular do falante e valorizar a comunicação não verbal, para oferecer conforto, alento e confiança ao paciente3.

MATERIAL E MÉTODOS
Trata-se de uma pesquisa descritiva de abordagem qualitativa, realizada em um Hospital Universitário. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, gravadas e transcritas. Participaram deste estudo 13 pacientes atendidos pelos acadêmicos da graduação de enfermagem. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética da Faculdade Ciências da Saúde da UnB, CAAE: 2.139.839. Os dados foram analisados por meio da análise lexical, mais especificamente a Classificação Hierárquica Descendente, por meio do software IRAMUTEQ. 

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados apontaram 4 classes: 1- paciente; 2- gostar e conhecer; 3- conversar e perguntar e 4- família e lembrança. As classes demonstram a importância das relações interpessoais entre estudantes de enfermagem e pacientes, os quais relataram que as atividades oferecidas promoveram maior vínculo com os alunos, além de um momento de partilha. Este fato permitiu que os pacientes sentissem liberdade para fazer perguntas e relatar sentimentos negativos durante o período de internação. Com base na teoria de King, a comunicação se faz necessária para o estímulo inicial do movimento do paciente, contribuindo para o alcance de metas4.

		CONCLUSÃO
Abordar essas dimensões do processo do adoecer deve ser um quesito a ser ponderado pelas escolas formadoras de enfermeiros. Considera-se urgente a necessidade da preparação dos estudantes de modo a considerar a humanização do serviço, tendo como fundamentação, a visão holística que deve permear a concepção do perfil do profissional e do cuidado ao paciente.

REFERÊNCIAS 

1.	Arcas AB, Campos GR, Lima RS, Fava SMCL, Sanches RS. Significados do papel do acompanhante em unidade hospitalar: visão da pessoa hospitalizada com condição crônica. Rev. baiana enferm [Internet]. 2016 [cited 2020 Out 27];30(4):1-8. Available from: https://portalseer.ufba.br/index.php/enfermagem/article/viewFile/16936/pdf doi: 10.18471/rbe.v30i4.16936 
2.	Maciel DO, Freitas KO, Santos BRP, Torres RSC, Reis DST, Vasconcelos EV. Percepções de pacientes adultos sobre a unidade de terapia intensiva. Enferm. Foco [Internet]. 2020 [cited 2020 out 27];11(1):147-152. Available from: http://revista.cofen.gov.br/index.php/enfermagem/article/view/2071/720
3.	Azevedo AL, Araújo STC, Júnior JMP, Silva J, Santos BTU, Bastos SSF. A comunicação do estudante de enfermagem na escuta de pacientes em hospital psiquiátrico. Esc. Anna Nery Rev. Enferm [Internet]. 2017 [cited 2020 Out 27];2(3): e20160325. Available from: https://www.scielo.br/pdf/ean/v21n3/pt_1414-8145-ean-2177-9465-EAN-2016-0325.pdf doi: 10.1590/2177-9465-EAN-2016-0325
4.	Brandão MAG, Martins JSA, Peixoto MAP, Lopes ROP, Primo CC. Reflexões teóricas e metodológicas para a construção de teorias de médio alcance de enfermagem. Texto & contexto enferm [Internet]. 2017 [cited 2021 Fev 23]; 26(4):e1420017. Available from: https://www.scielo.br/pdf/tce/v26n4/0104-0707-tce-26-04-e1420017.pdf doi: 10.1590/0104-07072017001420017


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