Classificação do IMC de acordo com o nível de atividade física

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Educação Física, Nutrição, Fisioterapia e áreas afins na Gestão, Educação e Promoção da Saúde

Temas Correlatos: Saúde do Adulto e Idoso;

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AUTORIA

Maria Luiza Costa Borim

ABSTRACT
Resumo: O sedentarismo é classificado como o quarto maior fator de risco de mortalidade global, sendo um dos fatores determinantes para o surgimento de doenças cardiovasculares e doenças crônico-degenerativas. Sabe-se que, a prática de atividade física é a melhor estratégia de prevenção destas doenças. Destaca-se que, a pratica de atividade física deve ser estimulada para toda a população independente da classe social, mas observa-se que pessoas com alto poder aquisitivo frequentam academias e recebem orientações de profissionais de educação física, qualificando esta atividade, enquanto que as classes sociais baixas tem como rotina a prática de atividades físicas por meio de afazeres domésticos e a prática de esportes populares, sem acompanhamento adequado o que pode não impactar positivamente na prevenção de agravos (Ferraz et al.,2019; Rodrigues et al., 2017).Objetivo: Classificar o índice de massa corporal de acordo com o nível de atividades física.   Metodologia: Trata-se de um estudo piloto de caráter descritivo transversal com abordagem quantitativa. A coleta de dados foi realizada com adultos, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 50 anos, residentes no município no noroeste do Paraná, cadastrados em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Resultado: Participaram do estudo 34 indivíduos. Analisando-se o IMC  foram classificadas  com sobrepeso e, em relação a atividades física, 12% destes foram classificados como muito ativo, como ativo 29%, irregularmente ativo 18% e, como sedentário  18%, já os que apresentam IMC considerado obesidade, 23% foram classificadas como muito ativo, 18% ativo, irregularmente ativo 35% e sedentário 23%. Discussão: A maioria dos participantes foram classificados como irregularmente ativos, correspondendo a 35% dos obesos e 41% dos sobrepesados, que seria aquele que realiza atividade física porém insuficiente para ser classificado como ativo pois não cumpre as recomendações quanto à freqüência ou duração. Os indivíduos com obesidade apresentaram maior prevalência de sedentarismo 23,5%, que é um sinal de alerta para esta população, visto que a associação entre sedentarismo e níveis elevados de sedentarismo apresenta-se como efeito prejudicial e fator de risco cardiovasculares e metabólicos. Conclusão: A maioria da população obesa e sobrepesada apresentou níveis baixos de atividade física. Observou-se que os níveis de atividade física teve impacto no índice de massa corporal nos participantes da pesquisa. Verificou-se que, o comportamento sedentário,  é fator de risco para o aumento de peso principalmente quando aliado ao consumo de alimentos não saudáveis. Este estudo demonstrou que dentre esta população o comportamento sedentário esteve mais frequente entre as mulheres. 

 

Palavras-chave: Atividade Física;  Índice de Massa Corporal; Obesidade; Sobrepeso.  

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COMENTÁRIOS
Foto do Usuário Ana Kaiane Almeida De Souza 25-05-2021 17:04:02

O trabalho foi muito bem apresentado e reforçou aquilo que os profissionais da saúde vem falando nas últimas décadas: a importância da atividade física e em um estilo de vida saudável. Entretanto, gostaria de saber quais dados antropométricos utilizados no estudo, se foi calculado apenas o IMC ou houve o cálculo de dobras cutâneas também.