ESTUDO FITOQUÍMICO E AVALIAÇÃO IN VITRO DA ACTIVIDADE ANTIPARASITÁRIA DE ALGUMAS PLANTAS MEDICINAIS DO SUL DE MOÇAMBIQUE EM PEQUENOS RUMINANTES

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Ciências animais / Zootecnia

Acessos neste artigo: 5


Certificado de Publicação:
Não disponível
Certificado de Participação:
Não disponível

COMPARTILHE SEU TRABALHO

AUTORIA

Custódio Samuel Júnior

ABSTRACT
Introdução: Os antiparasitários vegetais são biodegradáveis e constituem uma alternativa para o tratamento e para o desenvolvimento de novos fármacos. Objectivo: O objectivo deste trabalho foi fazer um estudo fitoquímico e avaliar in vitro a actividade antiparasitária dos extractos de nove (9) plantas medicinais do Sul de Moçambique em pequenos ruminantes nomeadamente: Abutilon angulatum (Guill. & Perr.) Mast, Aloe marlothii A. Berger, Crotalaria monteiroi Baker f., Commiphora africana (A. Rich) Endl, Dicerocaryum senecioides (Klotzsch) Abels, Phyllanthus reticulatus Poir, Solanum panduriforme E. Mey, Synaptolepis kirkii Oliv e Opuntia ficus-indica (L.) Mill. Metodologia: Os extractos das plantas foram obtidos por maceração (extractos hidrometanólico (1:1) e aquosos) e Soxhlet (extractos hidrometanólicos (1:1)) durante um período de 4 dias e até à descoloração do material vegetal, respectivamente. Após a extracção, os extractos foram concentrados em rotavapor a 60 oC e 80 RPM. Os testes fitoquímicos basearam-se em reacções colorimétricas e de precipitação. A actividade antiparasitária foi avaliada utilizando o teste de eclosão de ovos, em sextuplicada. Resultados: A triagem fitoquímica possibilitou a identificação de diversos metabólitos secundários, tais como, flavonóides, alcalóides, taninos, saponinas, esteróides, triterpenóides, antraquinonas e antronas. A actividade antiparasitária foi avaliada utilizando o teste de eclosão de ovos; a percentagem de inibição da eclodibilidade aumentou significativamente com o aumento das cinco (5) diferentes concentrações (0.625; 1.25; 2.5; 5.0 e 10%) dos extractos. Os extractos hidrometanólicos de D. senecioides, O. ficus-indica, P. reticulatus (folhas), P. reticulatus (ramos) e C. africana têm alta eficácia na inibição da eclodibilidade de ovos. Os extractos das espécies A. angulatum, S. kirkii e S. panduriforme apresentaram eficácia média, apenas os extractos das espécies A. marlothii e C. monteiroi apresentaram baixa eficácia na inibição da eclodibilidade dos ovos de nematódos gastrointestinais de pequenos ruminantes. 
Extractos de Dicerocaryum senecioides e Opuntia ficus-indica mostraram eficiência de 100% na concentração máxima testada (10%). Conclusão: Os extractos das plantas estudadas oferecem uma oportunidade para a busca de novos compostos com actividade anti-helmíntica. No entanto, são necessários estudos mais detalhados para avaliar os componentes activos e os mecanismos de acção dos extractos para validar o seu uso como uma alternativa terapêutica e poder oferecer novas oportunidades de controle efectivo e económico das verminoses provocadas pelos nematódos gastrointestinais em pequenos ruminantes.
Palavras-chave: Fitoquímica; Plantas medicinais; Anti-helmínticos; Nematódos gastrointestinais; Pequenos ruminantes.

Fonte de Financiamento: O trabalho foi financiado pelo Fundo Nacional de Investigação (FNI) em coordenação com o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) - Direcção de Ciências Animais (DCA)

Para participar do debate deste artigo, .


COMENTÁRIOS