Seletividade De Herbicidas Na Cultura Do Feijão-caupi (vigna Unguiculata (l.) Walp.) No Semiárido Piauiense

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Tema: Agricultura

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AUTORIA

Carlos Eduardo Simião , Hermeson Dos Santos Vitorino

ABSTRACT
SELETIVIDADE DE HERBICIDAS NA CULTURA DO FEIJÃO-CAUPI
(Vigna unguiculata (L.) Walp.) NO SEMIÁRIDO PIAUIENSE
Universidade Estadual do Piauí – UESPI
Carlos50simiao@gmail.com
Introdução
O feijão-caupi [Vigna unguiculata (L.) Walp.] é amplamente cultivado em sistemas agrícolas familiares e tem grande importância social e econômica, sendo considerada uma das principais culturas alimentares, especialmente para populações mais carentes das regiões Norte e Nordeste e seus altos teores proteicos (20 a 26%), nutricionais e energéticos são combinações que atraem o interesse pelo cultivo dessa cultura (CASAIS et al. 2020)
Por ser uma cultura de ciclo curto, o feijão possibilita o plantio em até três momentos durante a temporada. Nesta temporada 2020/21, o primeiro ciclo está com a colheita em andamento nos quase 920 mil hectares destinados à cultura no período, assim a produção esperada está na ordem de 1.033,6 mil toneladas, somando os feijões do tipo comum cores, comum preto e caupi (CONAB, 2020).
Uma das principais fontes de emprego e renda nas regiões Norte e Nordeste do Brasil o cultivo de feijão-caupi, especialmente no sertão nordestino, sendo parte da produção direcionada para alimentação dessa população e o excedente comercializado (OLIVEIRA et al., 2020).
A convivência de plantas daninhas com a cultura do feijão-caupi pode resultar redução de 90% da produtividade, além de muito suscetível á incidência de doenças por fungos, bactérias e virótica e nematoides o manejo inadequado de pragas está entre os fatores que mais acarretam danos à cultura (PEREIRA et al. 2020., BELADELI et al. 2021., XAVIER et al. 2020).
As plantas daninhas competem por recursos de crescimento, as quais afetam a lavoura diretamente por meio da competição por água, luz, e nutrientes, ou indiretamente, afetando a colheita e os processos de beneficiamento, devido à alta presença de sementes de plantas daninhas junto aos grãos das culturas agrícolas (PEREIRA et al., 2020).
O feijão caracteriza-se por ser vulnerável à competição com plantas daninhas, fato relacionado principalmente às suas características morfológicas, observando-se maiores problemas quando a cultura se encontra em fases iniciais do seu desenvolvimento, podendo ocasionar perdas superiores a 80% na produtividade de grãos caso nenhum manejo seja adotado (COSTA et al., 2020).
Diversos são os métodos que podem ser empregados no controle de plantas daninhas, dentre eles, o mais utilizado pelos agricultores é o manejo químico, em razão de sua rápida ação e eficiência de controle em diferentes épocas de aplicação (SCHNEIDER, 2020). 
Entretanto, o uso de herbicidas está condicionado aos fatores relacionados às características das plantas, pois se sabe que a seletividade pode ser obtida por meio de diferenças fisiológicas e morfológicas entre as plantas. Tais diferenças estão relacionadas com a entrada de herbicidas nas plantas e seu efeito subsequente após a entrada. Um dos fatores ligados às plantas que afeta a seletividade do herbicida é a cultivar que está sendo utilizada (OLIVEIRA NETO, 2019).
Porém, há poucos trabalhos na literatura sobre herbicidas seletivos ao feijão-caupi, aplicados em pré ou pós-emergência da cultura, e assim, existe a necessidade de informações sobre o uso do controle químico de plantas daninhas no feijão-caupi, de modo a gerar informações que possam subsidiar a utilização desses produtos de modo seguro (CRUZ et al., 2018).
Objetivos
Diante da importância de se conhecer a seletividade de herbicidas na cultura do feijão-caupi, e a busca em levar ao produtor a maximização no controle de plantas daninhas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a fitotoxicidade com á aplicação do herbicida (fomesafen, 250 g.L-1), nas seguintes doses (15,0 e 7,5 g.L-1) e do (fluasifope-p-butil, 250 g.L-1), nas seguintes doses (20,0 e 10,0 g.L-1), arranjado em delineamento inteiramente casualizado (DIC) com cinco tratamentos e cinco repetições e aplicados sobre a cultura do feijão-caupi, como testemunha foram  mantidas unidades experimentais sem aplicação de herbicidas. Avaliou-se altura de plantas, diâmetro do colmo, número de flores, número de vagens, matéria verde, matéria seca.
Metodologia
O experimento foi instalado na área experimental da Universidade Estadual do Piauí - UESPI, Campus Professor Barros de Araújo, Picos PI, no período de novembro 2019 a fevereiro de 2020, em campo, arranjado em delineamento inteiramente casualizado (DIC) com cinco tratamentos e cinco repetições.
Avaliaram-se os herbicidas pós-emergentes: fomesafen, 15 g L-1; fomesafen 7,5 g L-1; fluazifop-p-butil 20 g L-1; fluazifop-p-butil 10 g L-1 e a testemunha sem aplicação de herbicidas. 
A cultivar de feijão-caupi, utilizada no experimento foi á cultivar BRS Itaim tem hábito de crescimento determinado, porte ereto e tem alta resistência ao acamamento, é recomendada principalmente para cultivo em regime de sequeiro (EMBRAPA, 2009).
A semeadura do ensaio foi realizada em vasos plásticos (polietileno) com capacidade de dezoito litros, sendo depositadas três sementes por vaso. A análise de solo apresentou os respectivos resultados: PH (h2O) 5,0; M.O: 11,6 g/kg; P-resina: 4,35 dm-3; K: 17,6 mg dm-3; Ca: 1,08 e cmolc dm-3; Mg: 0,33 cmolc dm-3; H+Al: 2,58 e cmolc dm-3; SB: 1,46 cmolc dm-3; CTC: 4,04 cmolc dm-3 e V%: 36,1;. Foi realizada a recomendação de 960 kg/ha-1 de calcário filler, 20 kg/ha-1 de N, 60 kg/ha-1 P2O5, 40 kg/ha-1 K2O, 2 kg/ha-1 boro, 2 kg/ha-1 Cu, 6 kg/ha-1 Mn, 0,4 kg/ha-1 de Mo, 6 kg/ha-1 Zn e adubação de cobertura nitrogenada, 10 kg/ha-1 com ureia aos 15 dias após emergência (DAE) (EMBRAPA, 2017). 
E aplicações de inseticida biológico para o controle de pulgões com estrato de fumo álcool e detergente (BARBOSA, 2006). A irrigação foi realizada de forma a manter os vasos com umidade próxima á capacidade de campo evitando o déficit hídrico das plantas.
A aplicação dos herbicidas em pós-emergência foi realizada aos 17 dias após á emergência (DAE). Foi utilizado um pulverizador costal, manual, com reservatório de 20 litros, regulado com a pressão constante para aplicar o equivalente a 200 L ha-1 de volume de calda. Os tratamentos foram aplicados a 50 cm do alvo, com velocidade de passada de 2 m s-1 em período matutino de 08:00 a 09:00 horas. 
Avaliou-se a altura de planta (AP), mensurada em metros da base da planta até o último nó; diâmetro de colmo (DC), medido em milímetros na base da planta a dois centímetros do solo; número de flores (NF) e matéria verde (MV) e matéria seca (MS), avaliada com o corte das partes verdes das plantas aos 71 dias após aplicação (DAA), o material foi colocado em estufa com circulação forçada de ar durante 72 horas.
Para avaliar a fitointoxicação ocasionada pela aplicação dos herbicidas em pós-emergência com diferentes volumes de calda, foram realizadas cinco avalições de fitointoxicação aos 7, 14, 21, 28 e 35 (DAA). As avaliações foram feitas por dois avaliadores, atribuindo notas em uma escala de 0 a 100%, sendo 0% representando uma planta sem nenhum sintoma de fitotoxidez, e 100% a morte das plantas de feijão.
Todo os dados foram submetidos à analise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, para tanto foi utilizado o software Sisvar 5.6 (FERREIRA, 2014).
Resultados
 Observou-se aos 7 DAA, das doses 7,5 g L-1 e 15 g L-1 de fomesafen apresentaram médias superiores e demonstrou que aplicação das doses do fluazifop-p-butil 10 g L-1 e 20 g L-1 e a testemunha sem aplicação apresentaram médias de fitointoxicação inferiores não tendo diferido entre si.
Aos 14 DAA, das doses 7,5 g L-1 e 15 g L-1 de fomesafen apresentaram médias similares entre si, o mesmo ocorreu com a aplicação do herbicida fluazifop-p-butil 10 g L-1 e 20 g L-1, assim como a dose de 7,5 g L-1 fomesafen e 10 g L-1 fluazifop-p-butil foram proporcionais entre si, diferindo da testemunha sem aplicação.
Aos 21 DAA, das doses 7,5 g L-1 e 15 g L-1 de fomesafen apresentaram médias aproximadas entre si, e demonstrou que aplicação do herbicida fluazifop-p-butil 10 g L-1 e 20 g L-1 apresentou médias semelhantes entre si, assim como a dose de 7,5 g L-1 fomesafen e 10 g L-1 fluazifop-p-butil foram proporcionais entre si, diferindo da testemunha sem aplicação. 
Aos 28 DAA, das doses 7,5 g L-1 e 15 g L-1 de fomesafen apresentaram médias equivalentes entre si, diferindo da testemunha, e demonstrou que aplicação do herbicida fluazifop-p-butil 10 g L-1 e 20 g L-1 e fomesafen 10 g L-1 não sofreram variação entre si, diferindo da testemunha, assim como, as doses do fluazifop-p-butil 10 g L-1 e 20 g L-1 foram similares entre si, e a testemunha sem aplicação. 
Aos 35 DAA, das doses 7,5 g L-1 e 15 g L-1 de fomesafen e do herbicida fluazifop-p-butil 10 g L-1 e 20 g L-1 apresentou médias semelhantes entre si, e a testemunha sem aplicação, ocorrendo á recuperação das plantas (Tabela 1).
Tabela 1. Fitotoxicidade de herbicidas em plantas de feijão caupi submetidas a diferentes doses. Picos, Piauí, 2020
Tratamentos	g L-1	7 dias	14 dias	21 dias	28 dias	35 dias
testemunha	0,0	0,0 b	0,0 d	0,0 d	0,0 a	0,0 a
fluazifop-p-butil	20,0	2,20 b	12,20 c	9,60 c	4,80 ab	0,00 a
fluazifop-p-butil	10,0	2,80 b	18,40 bc	14,40 bc	6,60 bc	0,00 a
fomesafen	7,5	11,60 a	26,00 ab	22,60 ab	19,40 ab	2,60 a
fomesafen	15,0	20,80 a	29,00 a	26,20 a	33,60 a	22,60 a
            CV(%)  	29,86	14,36         	15,52        	45,45	106,81
As médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente entre si, comparadas pelo Teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

Na conferição do diâmetro de caule foi observado que não ouve diferenças significativas das médias das doses dos herbicidas aplicados e à testemunha sem aplicação.
O levantamento dos dados relativos á altura das plantas revelou que as doses aplicadas do herbicida fomesafen 7,5 g L-1 e 15 g L-1 e fluazifop-p-butil 10 g L-1 e 20 g L-1 as médias foram proporcionais entre si, e inferiores a testemunha sem aplicação proporcionando a redução da altura das plantas. As doses aplicadas do herbicida fluazifop-p-butil 10 g L-1 e 20 g L-1 as médias não diferem da testemunha.
A pesagem da massa verde da parte aérea das plantas das doses aplicadas do herbicida fomesafen 7,5 g L-1 e 15 g L-1 e fluazifop-p-butil 10 g L-1 e 20 g L-1 e a testemunha tiveram as médias correlativas.
Em relação á avaliação da massa seca da parte aérea das plantas das doses aplicadas do herbicida fomesafen 7,5 g L-1 e 15 g L-1 e fluazifop-p-butil 10 g L-1 e 20 g L-1 e a testemunha tiveram as médias correspondentes (Tabela 2).

Tabela 2. Parâmetros biométricos ( DC- Diâmetro de Colmo; AP – Altura de planta; MV – massa verde de planta; e MS – massa seca de planta) de plantas de feijão caupi submetidas a diferentes doses de herbicidas. Picos, Piauí, 2020
Tratamentos	g L-1	DC (mm)	AP (cm)	MV (g)	MS (g)
testemunha	0,0	1,12 a	58,14 b	186,00 a	48,40 a
fluazifop-p-butil	20,0	1,00 a	29,24 ab	171,20 a	32,40 a
fluazifop-p-butil	10,0	0,94 a	28,08 ab	191,20 a	48,40 a
fomesafen	7,5	0,80 a	14,98 a	114,80 a	33,20 a
fomesafen	15,0	1,10 a	21,16 a	149,60 a	46,80 a
            CV (%)  	7,28	23,18          	19,53         	16,44     
As médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente entre si,     comparadas pelo Teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

A amostragem do número de flores aos 48 DAA demonstrou que aplicação do herbicida fluazifop-p-butil 10 g L-1 e 20 g L-1 e a testemunha sem aplicação apresentaram floração antecipada em 10 dias e o fomesafen atrasou a floração da cultiva BRS Itaim prolongando o seu ciclo e as doses aplicadas do herbicida fomesafen 7,5 g L-1 e 15 g L-1 e fluazifop-p-butil 10 g L-1 e 20 g L-1 e a testemunha tiveram as médias coincidentes.
O levantamento da produtividade em número de vagens aos 68 DAA demonstrou que o herbicida fluazifop-p-butil 10 g L-1 e 20 g L-1 e a testemunha sem aplicação apresentou emissão de vagens antecipada e as doses aplicadas do herbicida fomesafen 7,5 g L-1 e 15 g L-1 e fluazifop-p-butil 10 g L-1 e 20 g L-1 suas médias não diferiram da testemunha sem aplicação (Tabela 3).

Tabela 3. Número de flores e vagem aos 48 e 68 dias após a aplicação de diferentes herbicidas em plantas de feijão caupi. Picos, Piauí, 2020
Tratamentos	20 g L-1	N: Flor 48 DAA	N: Vagem 68 DAA
testemunha	0,0	1,80 a	2,80 a
fluazifop-p-butil	20,0	2,40 a	3,80 a
fluazifop-p-butil	10,0	1,60 a	6,40 a
fomesafen	7,5	0,80 a	2,00 a
fomesafen	15,0	1,00 a	1,40 a
CV (%)	18,91	39,61
As médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente entre si, comparadas pelo Teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

Discussão
Linhares et al. (2014), constataram que mesmo em espécies consideradas tolerantes, as plantas submetidas à aplicação de herbicidas inibidores de PROTOX, como o fomesafen e o lactofen, podem exibir injúrias de moderadas á severas após a aplicação destes herbicidas em pós-emergência, mas, por se tratar de produtos unicamente de contato, as folhas novas que saem após a aplicação não são afetadas. Bandeira et al. (2017). 
Silva et al. (2016), observou que tolerância de culturas a herbicidas, depende de uma série de fatores, entre eles, o estádio de crescimento das plantas, dessa forma, o maior estádio de desenvolvimento da planta (folhas, hastes, ramos) proporciona maior área de exposição da planta ao herbicida.
Em experimento realizado por Bandeira et al. (2017), avaliando o crescimento inicial do feijão-caupi após aplicação de herbicidas em pós-emergência, relatou que o fluazifop-p-butyl provocou sintomas leves de intoxicação até os 15 DAA, os herbicidas inibidores da ACCase proporcionaram os menores índices de intoxicação no feijão-caupi, o que também foi relatado por Oliveira et al. (2013).
A leve intoxicação de inibidores da ACCase é corroborada, também por Fontes et al. (2013). Nina et al (2011), avaliando o controle de plantas daninhas com herbicidas e efeitos da seletividade destes sobre o crescimento e produtividade de feijão-caupi constatou que o herbicida fluazifop-p-butil ocasionou sintomas de fitotoxicidade às plantas de feijão-caupi aos 7 e 14 DAA, resultado semelhante à este trabalho.
Prado et al. (2016), avaliando toxicidade de herbicidas pós emergentes (fluasifope-p-butílico) e (fomesafen) em cultivares de feijão-caupi na cultivar BRS Tumucumaque ele observou, que não influenciou no diâmetro do caule.
Linhares et al. (2014), concluíram que o herbicida fomesafen causou severa intoxicação no feijão-caupi, retardando o crescimento vegetativo, afetando diretamente a produtividade. Bandeira et al. (2017), também encontrou redução da altura das plantas de feijão-caupi até 14 dias após aplicação dos herbicidas bentazon, fomesafen e da mistura bentazon + imazamox. 
Oliveira et al. (2013), avaliando a fitotoxicidade de herbicidas aplicados em diferentes épocas em pós-emergência do feijão-caupi, independentemente da época de aplicação, as plantas em que foram aplicados os herbicidas oxadiazon, fluazifop-p-butil e fenoxaprope-petílico + cletodim apresentaram alturas maiores do que as que receberam aplicação do herbicida fomesafen, fato semelhante observado neste estudo. 
Prado et al, (2016), verificou que a aplicação de fomesafen, obtiveram menor área foliar em relação às plantas que receberam a aplicação de fluazifop-p-butil, o que também foi relatado por Fontes et al, (2010).
Freitas et al. (2010), observaram que o fomesafen causou severa intoxicação até 16 DAA, com posterior redução na injúria, retardando a floração e colheita em 13 dias em relação à testemunha sem herbicidas, o que também foi relatado por Linhares et al. (2014). 
Silva et al. (2016), avaliando a produtividade e componentes de rendimento de feijão-caupi sob efeito de herbicidas aplicados em pós-emergência, constatou que a aplicação do herbicida fomensafen proporcionou menor número de vagens por planta do que a aplicação do herbicida Fluazifop-p-butil que favoreceu maior número de vagens por planta, o que também foi relatado por Linhares et al. (2014), 
                
Conclusão
O herbicida fomesafen proporcionou fitotoxicidade á cultura do feijão-caupi nas duas doses aplicadas, enquanto que as plantas de feijão-caupi não apresentaram sintomas, independente da dose aplicada de fluazifop-p-butil, além disso, apenas o herbicida fomesafen interferiu na altura de plantas de feijão-caupi.

Referências Bibliográficas
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COMENTÁRIOS
Foto do Usuário Lara Fernanda Leite Resende 16-04-2021 18:00:57

Excelente! Parabéns aos autores pela execução do trabalho!

Foto do Usuário Ana Karoline Silva Sanches 16-04-2021 21:44:08

Trabalho bom, contudo sem nenhuma formatação adequada de margem, fonte de letra e espaçamento.

Foto do Usuário Rosilene Gomes De Souza Pinheiro 17-04-2021 00:35:50

Importante registro para a complementar o manejo básico do feijjão-caupi e enriquecer a produção da cultura com o manejo correto de herbicidas.