REPELENTE DE ORTIGA E ARRUDA NO CULTIVO DE ALFACE LISA

Temas: Agricultura


Certificados:
Não disponível

Acessos nesse artigo: 3


AUTORIA

Emmanuel Zullo Godinho , Helio Vagner Gasparotto , Fernando De Lima Caneppele , Mayerlin Edith Acuña Montaño , Lisett Rocío Zamora Ortega

ABSTRACT
A população mundial vê a cada dia mudando seu paladar e com isso a procura de produtos orgânicos aumentou significativamente, de 2010 a 2018 o crescimento foi de 300% (MAAS; MALVESTITI; GONTIJO, 2020). Um dos motivos para que este crescimento esteja avançando cada vez mais é a produção de alimentos com uso de bioinseticidas, que inseticidas formulados com diversos tipos de plantas e/ou bactérias aeróbicas (DE LIMA et al., 2010). Duas plantas se destacam nesta produção de bioinseticidas em hortaliças, principalmente na alface (Lactuca sativa) é a arruda (Ruta graveolens) e a urtiga (Urtica dioica L.). A alface é a hortaliça folhosa mais consumida no Brasil e no mundo, gerando renda para todos os elos da cadeia produtiva de hortaliças (DIAMANTE et al., 2013). No Brasil, sua produção está concentrada na agricultura familiar que detém mais de 50% da área plantada, já a área plantada em todo o território brasileiro é de aproximadamente 35.000 hectares (DE PAULA DA SILVA et al., 2015). A arruda é uma planta medicinal que é muito utilizada para auxiliar no tratamento de doenças dérmicas, pós-cirúrgicos por possuir ações cicatrizantes e analgésicas e, principalmente contra piolhos, pulgas nos seres humanos e nas plantas contra parasitas (RUIZ; DÍAZ; ROJAS, 2015). Todas as suas partes morfológicas podem ser utilizadas como matéria-prima para a produção de óleos essenciais (LEMOS et al., 2016). A urtiga é uma planta muito utilizada como planta alternativa na medicina mundial, principalmente na Turquia (YILDIZHAN et al., 2020), por causa das suas propriedades terapêuticas. Suas sementes contem 26,4% de nitrogênio, 25,0% de gordura, 21,9% proteína, 11,4% de fibras e 8,5% de agua (ÇAKIR et al., 2020). Além de, ser utilizada como uma planta que tem propriedades que repelem insetos, ou seja, utilizadas como bioinseticidas (RIBAS; CARREÑO, 2010). Por isso o objetivo deste experimento foi produzir um bioinseticida a base de urtiga e arruda com intuito de controlar insetos nas culturas da alface. O experimento foi realizado no Colégio Agrícola Estadual Adroaldo Augusto Colombo, localizado no município de Palotina/PR, nos anos de 2019-2020. A área onde foi realizado o experimento era de 1,30 m2 por bloco, como o experimento foi com 4 repetições, por isso a área geral 10,5 m2. A cronologia do experimento teve início com os tratos culturais do canteiro, com manejo, aplicação de fertilizantes e nivelamento com retirada de tocos e materiais inertes. Posterior foram adquiridas as plântulas de alface lisa variedade Gamboa de uma loja agropecuária do município em questão. Aos 15 dias após o transplantio, foi aplicado o bioinseticida (arruda e urtiga) na dosagem de 20,0 mL m-2, totalizando 104,0 mL. O teste estatístico aplicado no experimento foi o Tukey a 5% de probabilidade utilizando o software AgroEstat®. As plantas que receberam aplicações do bioinseticida, apresentaram um desenvolvimento mais sadio, com suas folhas mais vistosas, em contrapartida a testemunha tiveram altas incidências de ataque de besouros e cigarrinhas. Na questão de produtividade, os blocos com o tratamento apresentaram folhas com média de 27 cm de altura com 10 cm de comprimento, já para a testemunha 20 cm de altura com 7 cm de comprimento, resultando assim uma diferença significativa aplicado ao teste de Tukey a 5% de probabilidade. Esses resultados apresentados anteriormente estão sendo corroborados com o experimento com plantio de alface orgânico (DE PAULA DA SILVA et al., 2015) no estado do Acre. Diamante et al. (2013) trabalharam com a produção de alface lisa em diversos ambientes o que apresentou que em locais fechados a alface teve uma pendoamento menor que as alfaces em áreas abertas, onde podemos correlacionar com o experimento, pois a aplicação de um bioinseticida pode atuar como uma proteção para a planta. Pode-se concluir que estas duas plantas em conjuntos, após produção de um óleo para aplicação na alface conseguiu reduzir a infestação de insetos, o que resultou em um aumento de produtividade final.

Para participar do debate desse artigo, .


Comentários
Foto do Usuário Andrey Luis Bruyns De Sousa 14-04-2021 13:58:28

O trabalho é muito interessante, porém acredito que falte o cabeçalho e uma formatação mais adequada. A parte da introdução ocupa grande parte do trabalho que poderia ser utilizada para descrever melhor a metodologia e resultados

Foto do Usuário Louise Lima E Silva 20-04-2021 14:57:22

O tema é muito interessante, porem faltou um desenvolvimento melhor, creio que com as informações obtidas da para discorrer melhor o trabalho.