A EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA FORMAÇÃO DE ALUNOS E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS FRENTE AO CUIDADO MATERNO-INFANTIL

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Educação, formação e treinamento em saúde

Acessos neste artigo: 8


Certificado de publicação:
Certificado de Marla Ariana Silva

AUTORIA

Marla Ariana Silva , Rafaela Cristina Moreira , Rebeca Celes Charchar , Isabella Duarte Branquinho , Rayssa Nogueira Rodrigues

ABSTRACT
Introdução: A extensão universitária constitui um elo entre o ensino e a pesquisa proporcionando um campo de experimentação em pesquisa aplicada e difusa de conhecimentos (CASADEI, 2016), neste âmbito, visa fomentar a integração entre a universidade e o serviço de saúde, contribuindo para a democratização do conhecimento e consequentemente aprimorando a capacidade resolutiva da equipe de saúde, particularmente da Estratégia Saúde da Família (ESF). Vista como uma proposta substitutiva das práticas tradicionais das unidades básicas de saúde e com papel na reorientação do modelo assistencial (BRASIL, 2017), a ESF torna-se cenário precípuo para execução de atividade de educação em saúde. Nesse sentido, professores e acadêmicos de enfermagem da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) desenvolveram o projeto de extensão “Atividade de extensão e sua contribuição para a formação de acadêmicos de enfermagem e atualização de profissionais frente ao cuidado materno-infantil”. Objetivo: Relatar a experiência de alunos e professores no desenvolvimento de um projeto de extensão frente ao cuidado materno-infantil”. Métodos: Trata-se de um relato de experiência acerca de ações de educação em saúde realizada junto aos profissionais de saúde (enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem e agentes comunitárias de saúde) de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) porte II do município de Divinópolis, Minas Gerais. Foram realizados um total de quatro encontros, entre os meses de agosto a dezembro de 2019. Os temas abordados foram: planejamento reprodutivo e gestação, aleitamento materno, abortamento, parto e pós-parto e alimentação complementar saudável. Métodos audiovisuais por meio da exposição dialogada e vídeos, além de oficinas e mesa-redonda foram utilizados para conduzir as atividades. Três graduandas, sob supervisão de duas docentes do curso de enfermagem da UEMG foram as proponentes das ações. Resultados e Discussão: Em todos os encontros, os profissionais expuseram dificuldades quanto aos atendimentos a esse público (materno-infantil) e desejo para a operacionalização dos ensinamentos compartilhados por alunos e professores da UEMG. A capacitação não somente permitiu a aquisição de conhecimentos, mas também de habilidades fundamentais na assistência às gestantes, puérperas e criança. É válido ressaltar que em todas abordagens, professores e alunos, consideraram as diferentes atribuições regulamentadas para cada categoria profissional no manejo/cuidado na saúde materno-infantil. Sabe-se que a capacitação de profissionais de saúde tem sido um fator fundamental para a melhoria da prática profissional (JESUS; OLIVEIRA; MORAES, 2017). A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde corrobora a necessidade de transformar as práticas institucionais por meio da formação e do desenvolvimento dos profissionais de saúde, compreendendo o espaço de trabalho como um espaço de aprendizado e aprimoramento constantes (BRASIL, 2007). As práticas educativas têm intuito de melhorar a qualidade de vida e saúde, garantindo acesso a bens e serviços de saúde de qualidade, visando desenvolver tanto a capacidade individual quanto coletiva (BARBOSA et al., 2015). Além disso, estas práticas abrangem o controle social, bem como os direitos e deveres da sociedade no âmbito da saúde, permitindo ao indivíduo o processo de empoderamento e o acesso completo às informações em saúde (CAMILLO et al., 2016). Configura-se como um espaço potencializador de conhecimento, por meio da diversificação de cenários e metodologias de aprendizagem, que favorece a efetiva interação entre o ensino, a pesquisa e a extensão (MOIMAZ et al., 2015). Em relação ao papel do projeto de extensão na formação do estudante, destaca-se que a vivência de situações externas ao ambiente do campus permite a troca de conhecimentos com a comunidade, o envolvimento com questões sociais e o desenvolvimento de ações de promoção da saúde por meio de um prisma holístico, respeitando as diferentes visões de mundo existentes (SIQUEIRA et al., 2017). Conforme demonstrado por Almeida, Pereira, Oliveira (2016), o projeto de extensão universitária tem um papel fundamental ao mostrar a importância das ações extensionistas para uma formação acadêmica mais contextualizada, atendendo às demandas da população. Conclusão: Apesar do curto período de desenvolvimento das atividades foi possível perceber a satisfação dos profissionais com as informações recebidas, bem como dos alunos e professores ao cumprirem seu papel no ensino-aprendizagem. Destaca-se assim, a necessidade de ampliar esse tipo de ação, seja para melhoria do atendimento à população, mas também para o fortalecimento de vínculos entre universidades e serviços de saúde.

Para participar do debate desse artigo, .


Comentários
Foto do Usuário Albert Lengruber De Azevedo 09-02-2021 12:50:35

Parabéns pelo trabalho. Sucesso nas demais produções.

Foto do Usuário Cláudia Martins Da Costa 09-02-2021 12:50:35

Parabéns pelo trabalho!!! O tema abordado é relevante e contribui para a melhoria da assistência na área de saúde materno-infantil, e agrega conhecimento aos acadêmicos. Quais as maiores dificuldades vocês tiveram durante este projeto ? Cláudia Martins da Costa.

Foto do Usuário Karen Dos Santos Lago 09-02-2021 12:50:35

O tema possui grande relevância nos dias atuais, e ações como essa favorecem um perfil mais humanizado dos profissionais que lidam com o grupo (materno-infantil). Pergunta: Quais os principais obstáculos para realizar educação em saúde com os profissionais sendo ainda acadêmico? Há resistência por parte dos profissionais?

Foto do Usuário Cristiane Bonaldi Cano 09-02-2021 12:50:35

Os autores exploram bem o tema , deixando como contribuição a utilização do MDI num período em que nos encontramos, e que pode ser para novos estudos de educação continuada no SUS