PET - Saúde: Um Processo de busca e apuração de Escalas de Avaliação sobre Interprofissionalidade

DOCUMENTAÇÃO

Tema: Educação, formação e treinamento em saúde

Acessos neste artigo: 2


Certificado de publicação:
Certificado de Pedro Emanuel do Nascimento Fernandes

COMPARTILHE SEU TRABALHO

AUTORIA

Clélia Maria De Sousa Ferreira Parreira , Adelyany Batista Dos Santos , Pedro Emanuel Do Nascimento Fernandes , Dina Laine Coutinho De Castro Azevedo , Luíza De Marilac Meireles Barbosa , Paula Melo Martins

ABSTRACT
Introdução
A Educação Interprofissional (EIP) é uma importante estratégia na formação de profissionais de saúde no desenvolvimento de competências para o cuidado em saúde integral. Baseia-se em um processo em que quando alunos ou membros de duas ou mais profisso?es aprendem com, a partir e sobre o outro com objetivo de  melhorar a colaborac?a?o e a qualidade do cuidado. A elaboração de pesquisas nesta área e a aplicação de currículos interprofissionais são descritos como grandes desafios. Um estudo de 2015 realizado pela Universidade de São Paulo alertou que apenas uma universidade pública no Brasil implementou o currículo integrado na abordagem de EIP e que poucos cursos promovem práticas interprofissionais, reforçando assim a necessidade de formalizar programas que capacitem os docentes a colocarem em prática a referida abordagem no ensino superior.
O Projeto PET - Saúde/Interprofissionalidade resulta de uma parceria da Faculdade de Ceilândia/UnB com a Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS/FEPECS). Foi aprovado em Edital do Ministério da Saúde para execução em dois anos (2019/2021). Foram propostos e aprovados quatro Grupos Tutoriais (GT), sendo um dos quais denominado “A formação interprofissional de preceptores em saúde: o serviço como lócus privilegiado para o ensino e a aprendizagem de práticas colaborativas”, cujos objetivos são: a) Identificar necessidades de aprendizagem sobre educação interprofissional e práticas colaborativas em saúde na perspectiva dos preceptores; b) Instrumentalizar os profissionais de saúde para o desenvolvimento de competências colaborativas e para disseminarem práticas pedagógicas nos serviços de saúde e 3) Criar e consolidar espaços institucionais como lócus privilegiado de formação de novos profissionais capazes de exercerem funções de natureza didático-pedagógica e de ensino na saúde.
O GT é composto por uma coordenadora médica, duas tutoras, sendo uma farmacêutica e outra assistente social, quatro preceptoras lotadas em unidades básicas de saúde, sendo uma assistente social, uma enfermeira, uma nutricionista e uma fisioterapeuta,  e 12 estudantes, sendo dois de cada um dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Saúde Coletiva e Terapia Ocupacional.
Com objetivo de identificar escalas de avaliação que pudessem ser utilizadas ou que inspirassem a criação de um instrumento próprio na identificação de necessidades de aprendizagens de preceptores em saúde na área da EIP e PC, foi realizada uma busca em bases de dados de pesquisa em saúde de escalas de avaliação em EIP.

Método
Trata-se de um relato de experiência do desenvolvimento de uma revisão narrativa a respeito de instrumentos do tipo escalas de avaliação no campo da EIP.
Uma das iniciativas primeiras do grupo consistiu na aproximação conceitual com o tema por meio de diversas atividades, dentre as quais o levantamento de instrumentos de avaliação do tipo escalo no campo da EIP.
Foi realizada uma pesquisa em maio de 2019 no Portal Regional da Biblioteca Virtual em Saúde com objetivo de identificar artigos publicados que utilizaram escalas, com os seguintes descritores: interprofessional education, observation, scale, e regional. Com o uso do operador booleano NOT foram excluídos os termos likert scale e large-scale.
Foram encontrados 19 artigos publicados entre 2004 e 2019. Desses, dois foram excluídos por não atenderem o objetivo da pesquisa. Dos 17 artigos, 16 são em inglês e 1 em português. O grupo então foi dividido, de modo que, cada participante ficou responsável por ler um dos 17 artigos, buscar a escala na íntegra e preencher um quadro com as características da respectiva escala. No universo dos 17 artigos, foram identificadas 11 escalas diferentes, pois algumas foram referidas em mais de um trabalho. E dessas 11 escalas, uma foi excluída por não ser uma escala de avaliação em EIP.
Após este momento o grupo trabalhou com enfoque em buscar e selecionar entre estas escalas, quais que possam servir de inspiração para a elaboração de um instrumento a ser utilizado após tradução e validação, com o objetivo de identificar as necessidades de aprendizagem dos preceptores em EIP. 

Resultados parciais
Encontram-se no quadro.

Discussão e conclusão
O desenvolvimento dessa atividade vem se constituindo em um processo de educação e formação em si, permitindo a aproximação dos estudantes, dos profissionais de saúde, com o tema pesquisado, possibilitando a ambos, a experiência de proximidade com as bases de dados e a construção utilização de metodologias de busca e proximidade com as bases de dados. 
Uma dificuldade encontrada nos resultados da literatura consistiu na escassez de informações mais detalhadas sobre o alcance e utilização das escalas. Mais de uma versão foi encontrada para a escala Readiness Interprofessional Learning Scale, uma das quais foi validada para língua portuguesa. Não foram identificados elementos nas escalas especificamente abordando as necessidades de aprendizagem de preceptores em EIP. Conclui-se que o baixo número de escala nacional é indicativo da necessidade de incentivar estudos para elaboração de instrumentos que respondam às demandas da realidade brasileira na área de avaliação da EIP e PC. 
Os próximos passos para o Grupo Tutorial 1 do PET Interprofissionalidade FCE/ESCS serão: - apresentar e debater a adequação das escalas selecionadas para uso junto aos preceptores da rede de atenção primária à saúde da Região de Saúde Oeste do Distrito Federal; decidir, coletivamente, a possibilidade de aplicação direta - ou com adaptações - de alguma das escalas referidas; ou, se for o caso, optar pela elaboração de uma nova escala, autoral, capaz de captar as necessidades de aprendizagem dos preceptores que atuam na formação de novos profissionais de saúde no âmbito da atenção básica, com relação a conteúdos relacionados à educação interprofissional e ao trabalho colaborativo em saúde.

Para participar do debate deste artigo, .


COMENTÁRIOS
Foto do Usuário Bruna Grasielle Nunes De Sousa 09-02-2021 12:50:35

Tema muito relevante e atual. Quais seriam os benefícios aos profissionais se a interprofissionalidade fosse mais abordada ao longo da formação e até mesmo na atuação deles na rede de saúde?